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O Ensinamento através do silêncio

O Ensinamento através do silêncio

Professor Parabéns pelo blog. Obrigado pela oportunidade de aprender e como é incrível a sensação de silêncio interno e alegria que a prática proporciona ,especialmente após este fim de semana de curso.Namastê

Tatiane 22/05/2008 18:39.

 

Tatiane, vou aproveitar e fazer um elo entre o meu post de ontem com a sua experiência do silêncio interno que é tão natural ocorrer após uma prática intensa como foi a nossa do último final de semana do curso de treinamento.

Hilariamente eu falei de mantra e citei Ramana Maharishi - um dos grandes mounis do yoga contemporâneo. Mouni é aquele que faz silêncio e transmiti no seu silêncio de palavras uma paz mental plena aos que o rodeiam. Sri Ramana praticava mouna, vivia em silêncio e falava pouco. Como outros yogues mounis da historia da Índia atraía buscadores da verdade de toda parte. Sri Ramana não ensinava mantras propriamente, era um jnani yogue, que é aquele que busca o conhecimento de si mesmo, que se obtém através do auto questionamento constante, como escrevi ontem, onde a ferramenta central é perguntar-se: “ quem sou eu ?”. Sua prática chama-se atma vicharya, o auto questionamento em busca do Ser.

Algumas pessoas fazem voto de silêncio ou mouna, esta é uma prática yogue antiga e poderosa, que com firme propósito vai silenciando a mente. Quando paramos de falar no inicio o ruído do nosso pensamento se torna muito alto e com o tempo silencia. Para outros yogues já realizados o silêncio externo e interno é o seu estado natural, que você pode ouvir e sentir simplesmente estando ao seu lado ou mirando em seus olhos como os da foto de Sri Ramana daqui no blog.



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 22h51
Palavras de Poder

 

 

Ramana Maharishi o grande santo yogue

 

Acompanho o site a pouco tempo e nao sei já teve algum post sobre o assunto, mas gostaria de algumas dicas de mantras... Obrigada.
Adri 21/05/2008 09:25



Adri os mantras são chamados de palavras de poder e duas coisas aqui são importantes para entender: Se o mantra tem poder, todas as palavras tem poder e em segundo lugar que não se trata do poder exterior de dominar pessoas ou situações, não é o poder político entre as pessoas, é o poder de trazermos a nossa consciência para dentro e descobrir a nossa verdadeira natureza. As palavras tem poder e devemos ser cuidadosos ao usá-las. Cada um de nós se diz ser um homem ou uma mulher, ou filho ou pai, ou professor ou aluno, mas os yogues nos ensinam que estes são apenas papéis na vida e na sociedade. O poder do uso do mantra nos leva a reconhecer dentro de nós quem somos, algo que está além destes papéis. Ramana Maharishi o grande santo yogue do sul da India disse que a grande busca se inicia com a frase "Quem sou eu?". A repetição desta pergunta pausada e consciente tem o efeito de um poderoso mantra, pois vai nos trazer uma resposta que está além da mente. Esta resposta poderá ser ouvida sem os ouvidos e vista sem os olhos. Obrigado pela dica e vou continuar a falar mais sobre mantra.

Para saber mais sobre Ramana Maharishi acesse:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ramana_Maharshi 

 



Sandro Bosco às 18h25
Samskaras

Samskaras

Ontem assistia um desenho animado infantil com meu filho e o personagem disse assim: "Tem gente que só fica feliz quando fica triste".

Lembrei dos samskaras, as impressões passadas. O samskara é aquela energia, aquele impulso que nos faz agir da forma que não queríamos e desejar o que não queríamos e assim por diante.

Samskara é também entendido e traduzido como sulcos que nos marcam e nos condicionam. B.K.S. Iyengar o sábio mestre de yoga diz que "a verdadeira disciplina traz verdadeira liberdade" e é este fogo interior - tapas - da disciplina no yoga que queima os samskaras internos e nos traz a verdadeira liberdade. Liberdade no yoga é o que me aproxima do meu ser, do meu cerne, do estado de "não-mente".



em Espiritualidade
Sandro Bosco às 18h05
Desapego e discernimento

A Eliana me trouxe este comentário: "Muitas vezes quando quero algo e fico ansiosa por conseguir seja lá o que for,acabo criando uma energia que atrapalha. Quando desapego de verdade, as coisas simplesmente acontecem..." Achei ótimo este comentário pois sempre encontramos nos textos antigos do yoga a prática de viveka e vairagya, renuncia ou desapego e discernimento. É preciso ter o despreendimento para desapegar e o discernimento para saber do que desapegar ou renunciar.

Desapegar de qualquer objeto material é fácil comparado a desapegar de maneiras de pensar ou de sentimentos, pois estes vivem dentro de nós. Costumo dizer que o problema não é ser muito rico pois o que nos faz sofrer é o grau de apego a riqueza. Patanjali (260 a.C.) quando nos ensina sobre as causas dos cinco sofrimentos  - os 05 kleshas - aponta dois deles importantes: ragat ou apegar-se há o que é prazeroso e dvesha, apegar-se ao que é doloroso ou aversão a qualquer coisa. Com a prática do yoga aprende-se a subjugar a mente e isto traz disciplina no pensar , no falar e no agir e isto traz equanimidade. A equanimidade é o estado interior ideal para a prática do yoga.



Sandro Bosco às 17h46
Uma palavra

Uma palavra

Esta é uma história poderosa da tradição sufi. É um tema recorrente no yoga e no hinduísmo em geral. 

 "Um homem buscou a verdade por setenta anos. Não atingiu, contudo, a Iluminação.

Outro homem ouviu apenas uma palavra. E, através dela, iluminou-se."



em Parábolas e compartilhar
Sandro Bosco às 17h53
Darshan é ter a visão do momento presente

Darshan é ter a visão do momento presente

Este final de semana trabalhei no curso de treinamento de professores  do Yoga Dham, minha escola, e uma das coisas que tratei é de como o professor deve olhar o aluno. É importante olhar e corrigir o aluno no asana  - postura - que ele está fazendo e ver como ele está no geral. Ele tem foco na postura, tem pureza? Está fazendo só para mostrar aquilo para o professor e os colegas ou ele está fazendo para ele mesmo e concentrado ou absorvido em si mesmo? Pois não fazemos yoga para os outros, fazemos para nós mesmos. 

Imagino que é como na arte, você está fazendo aquela obra de arte para a apreciação dos outros ou pelo êxtase ou a necessidade viceral de criar arte? Sabemos nos estudos de comunicação que o falamos não é o que realmente os outros estão recebendo, pois primeiro a pessoa faz a leitura de mim pelo que ela vê, depois ela percebe o tom da voz a sonoridade e, por último, a mensagem das minhas palavras com um peso menor. Todos temos a capacidade de ver e nos traz o primeiro o entendimento, é a leitura corporal. Este exercício de ver e enxergar o aluno quando você ensina aumenta a interação "aluno e professor". E para realmente enxergar o outro é preciso estar presente, e esta é maior prática de yoga "a de ver e enxergar" quem esta na  minha frente e sentir o outro. O professor de yoga precisa desenvolver a capacidade de observação!

Uma história do velho personagem Nasrudin ilustra esta questão:

Mulá Nasrudin jogava pôquer com o seu cachorro. Um homem viu e ficou impressionado - o cachorro estava realmente jogando. Ele disse a Nasrudin:

 - Nasrudin, seu cachorro é mesmo muito estranho e sábio. Disse Nasrudin:

 - Que nada! Não é tão sábio assim quanto aparenta. Sempre que tem uma boa carta, balança o rabo!

 



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 17h43
Posturas de Yoga na Cadeira

Posturas de Yoga na Cadeira

Algumas pessoas começaram a me pedir dicas de alongamento, aliviar a tensão geral ou algo para fazer no escritório, então resolvi colocar o meu arquivo de fotos para fora. Para quem já pratica yoga  os dois asanas - posturas  - de ontem e de hoje podem ser experimentados, mas se você nunca praticou pode experimentar o de ontem, bem mais fácil,  que serve também para fazer no escritório, como alguém dias atrás me pediu aqui no blog. O mais rico é fazer sempre com a orientação de um professor de Iyengar Yoga e no caso de fazer  sózinho ficar atento aos alertas das contra idicações de cada um, por exemplo o sarvangasana não deve ser feito no periodo menstrual e também se você tiver problemas nos ouvidos ou pressão ocular ou alguma dor no pescoço ou ombro. É natural que só se pratique yoga com o estômago vazio. A descrição detalhada de como fazer é para gerar um alinhamento no corpo, porque o alinhamento protege e no geral você tem uma sensação maravilhosa no final.

 



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 17h01

 

 

 

 

SALAMBA SARVANGASANA ( NA CADEIRA)

 

SALAMBA:suportado ou apoiado

SARVA: todo, inteiro e completo

ANGA: membros ou corpo

 

Preparação:

 

Você vai precisar além da cadeira um almofadão (bolster) ou pode substituí-lo por dois cobertores (de solteiro) que deverão ser dobrados da seguinte maneira:

01) Dobre ao meio unindo as pontas, dobre mais uma vez no sentido da largura do cobertor.

02) Feito isso faça uma sanfona dobrando 3 vezes. Cuide para que as dobras sejam muito bem feitas. Dobre uma vez e alise, dobre mais uma vez e alise novamente, por fim faça a última dobra .

 

Coloque o almofadão ou os dois cobertores dobrados um sobre o outro na frente dos pés da cadeira.

Dê um espaço de aproximadamente 1 palmo de distância entre o cobertor ou almofadão e os pés da frente da cadeira.

 

Para um maior conforto você pode colocar uma esteira dobrada no assento da cadeira.

 

Podemos agora começar a montar o assana:

 

  • Sente-se de lado na cadeira e segure nas laterais do encosto.
  • Gire o tronco, leve as pernas para o encosto da cadeira de forma que as partes posteriores dos joelhos fiquem no encosto da cadeira.
  • Mantenha as mãos segurando nas laterais dos encosto.
  • Lentamente escorregue as mãos pelas laterais da cadeira e vá descendo o tronco na direção do almofadão ou dos cobertores.
  • Apóie os ombros e o pescoço no almofadão ou nos cobertores e apóie a cabeça no chão.
  • Com cuidado passe o braço direito por baixo da cadeira e alcance o pé de trás da cadeira
  • Faça o mesmo com o braço esquerdo.
  • Segurando firme nos pés da cadeira, isto vai ajudar a girar mais os ombros para dentro.
  • Agora eleve a perna direita na direção do teto e depois a perna esquerda.
  • As pernas devem estar perpendiculares ao chão. Você vai notar que o começo da região lombar estará apoiado na parte da frente do assento da cadeira.
  • Olhe para o peito.
  • Respire normalmente.
  • Encontre o conforto da postura.
  • Permaneça na postura entre 1 e 5 minutos.

Para desfazer a postura:

 

  • Volte com cuidado os pés para o assento da cadeira.
  • Tire os braços de dentro da cadeira e segure nas laterais do assento.
  • Bem devagar vá escorregando os ombros para o chão até a lombar apoiar no almofadão ou no cobertor.
  • Descanse as pernas no assento da cadeira.
  • Afaste os braços do corpo e gire a palma das mãos para cima.
  • Relaxe. Descanse por algumas respirações.
  • Depois traga os joelhos no peito, vire para o lado direito e fique por mais alguns instantes.
  • Sente-se devagar.

Benefícios:

 

SARVANGASANA é uma das maiores bênçãos conferidas à humanidade. Ela é a mãe dos assanas.

Alivia a fadiga, aumenta o nível de energia.

O sangue flui para o coração sem qualquer esforço, pela gravidade.  O sangue arterial circula pelo queixo e o peito.

Em virtude disso pessoas com falta de ar, palpitações, asma, bronquites e infecções na garganta obtêm alívio.

A pratica regular deste asana, cura resfriados e outras perturbações nasais.

São muitos os benefícios desse asana: perturbações urinarias, útero caído, hemorróidas, etc...

Praticando regularmente Sarvangasana a pessoa vai sentir um novo vigor e força, trazendo alegria e disposição. 

Uma nova vida vai surgir dentro de você, sua mente ficará em paz!

 

Cuidados:

 

NÃO PRATICAR NO PERIODO MENSTRUAL.

NÃO VIRAR A CABEÇA PARA OS LADOS EM NENHUM MOMENTO! OLHE PARA O SEU PEITO!

 

 

 

 



Sandro Bosco às 16h13
BHARADVAJASANA (NA CADEIRA)

 

 

Alongamento do tronco: esse assana leva o nome do sábio Bharadvaja

 

  • Sente-se em uma cadeira com as nádegas bem apoiadas no assento da cadeira.
  • Não encoste no encosto da cadeira.
  • Mantenha os pés bem apoiados no chão.
  • Caso os seus pés não alcancem o chão, use dois blocos e apóie os pés nos blocos. Um bloco para cada pé.
  • Alongue a coluna na inspiração.
  • Abra os braços lateralmente na altura dos ombros. Abra o peito.
  • Gire o tronco para o lado direito e apóie o ante-braço direito no encosto da cadeira e segure o assento do lado direito com o braço esquerdo.
  • Atenção: cuide para girar somente o tronco.  Os quadris devem ficar firmes “olhando” para frente.
  • Continue mantendo os pés bem apoiados no chão ou nos blocos.
  • Comece a torção:
  • Inspire e cresça na direção do teto.
  • Expire torça mais um pouquinho para o lado direito.
  • Gire a cabeça e o pescoço para a direita.  Olhe por cima do ombro direito.
  • Continue: Inspire, cresça. Expire, torça mais um pouquinho.
  • Cuide para que os ombros fiquem o mais alinhados possível.
  • Permaneça na torção entre 30 e 60 segundos.
  • Desfaça e monte o lado esquerdo.

 

Dica:

Depois que terminar você pode compensar soltando o tronco pra baixo,

passe os braços por debaixo da cadeira e alcance os pés trazeiros. 

Relaxe as costas, ombros e pescoço.

 

Flexibilidade:

Alivia dores no pescoço, ajuda a manter a elasticidade e reduz as dores  da coluna e dos ombros; aumenta a felxibilidade das costas e quadris.

 

Cuidados:

Não pratique durante a menstruação.

Não pratique se estiver gripado, desinteria, problema nos ouvidos ou pressão ocular.

Não pratique se estiver com dor de cabeça ou se teve insônia.

 

 

 

 

 



Sandro Bosco às 17h34