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Conviver com o mêdo

Conviver com o mêdo

a idéia da experiência do conhecido ao desconhecido assusta inicialmente...mas passar por ela através da prática do yoga, é tão gratificante, que até o medo se torna irrelevante....ao final, as sensações de transformação do nosso corpo e emocionais, nos proporcionam um extase insuperável...patricia kozmann | 08/08/2008 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Patricia obrigado por este seu comentário. Este comentário seu é muito real porque você pratica regularmente. Assim como a tudo podemos nos habituar, podemos também sentir o mêdo com desapego ao próprio mêdo. É natural apegar-mo-nos a ele pela própria necessidade de sobrevivência. Mas temos dificuldades de identificá-lo porque temos dificuldade de reconhecer e admiti-lo. Mas o mêdo que falamos aqui talvez para alguém que nunca praticou asanas com intensidade de permanência na postura seja algo diferente do que estamos falando. Há um mêdo que está nos tecidos do corpo é como uma memória muscular. Como se os músculos e pele fossem um quadro e os acontecimentos da vida do nascimento até hoje escrevessem e pintassem nele, neste grande quadro dos registros passados. São o lado físico dos samskaras - impressões passadas que geram reflexos, como condicionamentos -, outras emoções como o mêdo estão também escritos nos tecidos. O praticante iniciante entra em contato com ele e as vezes se resente ou se assusta e isto as vezes o afasta das aulas e da prática. Quando certos asanas tocam partes do corpo, esticando-as e comprimindo-as nem sempre o que temos é a dor ou prazer de músculos em intenso alongamento, muitas vezes é um desconforto que vem das entranhas, quero dizer de camadas mais profundas.Por exemplo, fazemos naturalmente em nossos movimentos diários torções para os lados flexões para a frente e raríssimas vezes flexionamos para trás, com exceção de quando nos espreguiçamos e fazemos aquelas leves e rápidas flexões da coluna para trás. Novamente quando nas posturas fazemos retro-flexões da coluna, (inclinações para trás com o corpo que são feitas no yoga em pé, sentado ou a partir da posição deitada como no foto do post de ontem neste blog, veja foto do "urdva dhanurasana") grandes, intensas e longas para trás aflora o mêdo. Neste momento trazer a mente para o centro do coração é como trazer a consciência para o ser ou "aquele" dentro de nós que tem o poder de meramente testemunhar e quando conseguimos isto nos fortalecemos interna e externamente. Testemunhar e encarar aquela sensação sem julgamento e sem se identificar é a reta-ação. Se isto não é feito é aí que muitos param de fazer yoga, por mêdo de ter de confrontar o desconhecido. O mêdo de mudar. E aí vale a pena lembrar um dos 196 sutras - aforismos - do sábio Patanjali, Abhyasa , que significa manter a prática regular, intensa e constante, e insistir.Bom fim de semana!



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 20h07
Yoga: do conhecido ao desconhecido

Yoga: do conhecido ao desconhecido

Ontem dei uma aula pela manhã e foi nítido perceber o nível de consciência corporal dos alunos(as) e os mecanismos da mente de trazer o corpo para o padrão anterior que prevalecia antes do asana.
Quando fazemos um asana temos a tendência de adaptar a postura, o asana,  ao nosso corpo pois esta é a maneira mais fácil e infelizmente é a que provoca menos efeitos para o sistema fisiológico e menos transformação interior.
Yoga é transformação.
Se você pratica yoga há um certo tempo e não sentiu mudanças de toda ou qualquer sorte mude de método ou de professor.
Mas antes reflita e observe-se e compare-se antes de começar a praticar e agora, como mudanças de hábitos, de ver e relacionar-se com o mundo e as pessoas.
O asana é uma “forma” nova para o corpo  daí a nossa dificuldade de permanência na postura nossa mente reage mais que o corpo para tirar-nos daquela situação nova, daquela postura nova.
Falamos, ouvimos, amamos, odiamos, comemos, dormimos,  dentro de posições e posturas do corpo que nos são conhecidas e por isto nos defendemos bem no mundo. Quando temos que enfrentar uma postura nova, um asana, entramos no desconhecido, que é uma das principais funções do yoga:
- Levar-nos do desconhecido para o conhecido, dentro de nós mesmos, através do nosso próprio corpo.



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 18h12

 

 

 

 Urdva Dhanurasana

Urdva em sânscrito significa “para cima”- dhanur significa arco. É a postura do “arco elevado”   A prática regular desse asana mantém seu corpo elástico e produz vitalidade e leveza.

 

Benefícios:  aumenta autoconfiança fortalece os orgãos abdominais pélvicos, ajuda a prevenir o fluxo menstrual excessivo ameniza as cólicas menstruais, tonifica a coluna.

 

Cuidados: Se a sua pressão sanguínea estouver muito alta ou muito baixa , não pratique essa postura. Evite também se estiver com diarréia, dor de cabeça ou se estiver muito cansado. 

Atenção também se faz necessária em casos de problemas cardíacos ou alguma esquemia.

 

Fontes: Posturas Principais – IYENGAR YOGA – Editora : Cores e Letras



Sandro Bosco às 16h39
Yoga, Karma e Responsabilidade

Tenho uma palestra sobre “Karma e Responsabilidade” que já apresentei mais de uma vez e um dia fiz um artigo sobre o assunto.
Neste assunto o meu argumento é a necessidade de despertarmos a  consciência para o fato de que somos absolutamente responsáveis pelos nossos atos.

Em que sentido?

Karma como na física moderna é a lei de causa e efeito.

 Não há nada que aconteça em minha vida que não seja eu mesmo que tenha criado.
O valor está em ser e estar consciente de tudo que você faz, pois está gerando Karma, e que não é possível culpar ninguém pelos seus atos. Por exemplo, um sábio Guru indiano diz que se você é um líder de uma equipe e algo não vai bem com ela a questão a ser melhorada está no líder e não nos liderados.
O mestre indiano Iiyengar, ensina que se você é um professor de yoga e seus alunos não estão fazendo as posturas direito verifique se você está demonstrando corretamente.
O filósofo Jean Paul Sartre disse, “o que importa não é o que fizeram de nós mas sim o que fizemos com o que fizeram de nós”.
Este é o ponto na visão yogue:
 - Não há como se esconder no papel de vítima. Você é o autor dos seus próprios atos consciente ou inconscientemente. Não há um algoz pelo que eu sou ou pelo o que eu estou vivendo neste momento.
Talvez daí nos asanas  - posturas - encontrarmos tantas posturas que exaltam o “guerreiro”, mas cuidado  e atenção, pois, a batalha não é externa é interna. Não se conquista paz externa se não se conquista paz interna. A palavra shanti do sânscrito significa paz, mas paz interior.
O Sr. Buddha disse, "é mais fácil conquistar um exército de um milhão de homens do que conquistar a si mesmo".

 

Recebi esta história hoje, que segue abaixo, que me levou a escrever sobre este tema.

 

O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Institute, contou
a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de
seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na  Universidade de
Porto Rico.

'Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô
havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul.
Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por
isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com possibilidade  de
ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema. Certo dia meu pai
pediu- me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência
durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade. Como íamos até
a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado
e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns
assuntos pendentes, como levar o carro à oficina. Quando me despedi de meu
pai ele me disse:
 'Nos nos encontraremos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa
juntos'.
Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo.
Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da
hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e
apressei-me a buscar meu pai.

Eram quase 6 horas. Ele me perguntou ansioso:
 'Porque chegou tão tarde?'
Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava
vendo um filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara
pronto, e que tivera que esperar. O que eu não sabia era que ele já havia
telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, disse-me:
Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve
a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado a
você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso'.
Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes,
começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação.
 Não pude deixá-lo sozinho...Guiei por 5 horas e meia atrás dele...
 Vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito.
 Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.
 Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: 'Se ele tivesse me
castigado
da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a
lição?' Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o
mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na
memória como se fosse ontem.

'Este é o poder da vida sem violência'.

 



Sandro Bosco às 16h07
Postura da Árvore - equilíbrio e firmeza

Vrikshasana - Postura da árvore

Benefícios - Esta postura tonifica os músculos das pernas

 e dá um senso de equilíbrio e elegância.



Sandro Bosco às 16h06
Quantas vezes devo praticar yoga.

Quantas vezes devo praticar yoga.

Uma vez eu perguntei para um aluno que praticava com interesse e entusiasmo porque ele não passava a fazer em vez de uma para duas vezes por semana e sua resposta foi rápida 

 - Porque muitas vezes o ótimo é inimigo do bom.
Qual é a melhor freqüência para se praticar yoga com um professor? Aí vão algumas respostas:
1 - Aquela que é viável para você.
2 – Depende do que você almeja.
3 - Depende se é aula individual ou em grupo.

4 - Excesso de entusiasmo no início não ajuda, comece com o básico.
5 - No início é melhor começar com duas ou no máximo três vezes por semana.
6 – Uma vez por semana é pouco, é o mínimo, mas é melhor do que nada.
Contudo é importante considerar qual método de yoga você se adapta melhor e se você está recomeçando é bom  refletir por que parou para que o recomeço seja mais dentro das suas bases reais e de seu interesse.
Pergunte-se : Oque eu procuro do método e do professor(a), técnica ou filosofia ou espiritualidade ou todas as anteriores?
Considere a capacidade dele(a) de ensinar e se comunicar e uma vez escolhido invista na relação professor aluno, invista tempo, bons relacionamentos demandam tempo.
Algumas pessoas resolvem fazer todos os dias incluindo: uma escola ou estúdio e a prática em casa e para não se frustrarem minha dica é sempre se você não conseguiu praticar hoje não se frustre recomece amanhã o seu intento de praticar diariamente, seja flexível não só nas posturas mas na sua atitude de recomeçar. Disciplina nunca se tem para sempre estamos sempre construindo um alicerce mais sólido para ela, dia a dia.

 



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 14h47
Postura da Cauda do Pavão

Postura da Cauda do Pavão

Pincha Mayurasana - a primeira palavra siginifica cauda a segunda siginifica postura do pavão.

Ao leventar a cauda, o pavão começa como uma dança e esta postura lembra,

com o corpo erguido e com a as pernas erguidas o início desta dança de acasalamento

que ocorre na India no começo das monções, a estação das chuvas.

Benefícios - fortalece os músculos dos ombros e costas. Tonifica a coluna e

estica os músculos abdominias por contração excêntrica.

Aumenta o ânimo e disposição física.

(fef.: Light on Yoga de B.K.S.Iyengar)



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 14h39
O Grande Brahman

Conta a tradção hinduísta que certa vez os discípulos de um grande mestre da Índia perguntaram-lhe qual era o Grande Brahman – ou seja a maior sabedoria. O mestre silenciou. E julgando-o distraído os discípulos repetiram a mesma pergunta. Mas o mestre de novo permaneceu calado.
Outra vez e mais outra os discípulos insistiram, sem no entanto receber qualquer resposta. E só quando se cansaram, o mestre disse:
  - Porque haveis repetido tantas vezes a vossa pergunta, se à primeira vos respondi? Sabei que a maior sabedoria é o silêncio.


Podemos observar que em várias tradições de diversos países do oriente e do oriente médio enfim de todos os cantos, que os mestres e seres iluminados chamam a atenção para observarmos o silêncio como uma prática regular. O jejum de palavras no yoga  chama-se mouna e ele ajuda a silenciar a mente.
Quando aquietamos a mente através do yoga e da meditação o que nos vem como um precioso presente é o silencio interior.
A intuição é mais facilmente ouvida se os pensamentos se aquietam. Swami Shivananda de Rishikesh na Índia dizia que:
 - Para discernirmos se o que escutamos não é um mero pensamento e sim uma intuição preciosa devemos perceber na dúvida e no questionamento qual foi o primeiro pensamento que veio.
Mas aí nos deparamos com a dificuldade, pois se a sua mente está inundada de pensamentos como perceber se aquele foi o primeiro ou o segundo.
Vou aprimorar a técnica perguntando a você:
 - Você se lembra de qual foi o primeiro pensamento que você teve quando acordou hoje pela manhã?
Não lembra? Tente amanhã logo que acordar pois é um excelente exercício para a meta do yoga.



Sandro Bosco às 18h23
Yoga para crianças

Yoga para crianças

O Yoga para crianças ajuda para que não percam a flexibilidade e que se desenvolvam com maior harmonia neste momento de crescimento do corpo e da descoberta dos movimentos. Hoje as crianças são  bombardeadas pelo exesso de entretenimento eletrônico e pela velocidade da vida urbana por isto necessitam tanto de um trabalho corporal aproriado como yoga para baixar a ansiedade e proporcionar equilíbrio emocional.



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 18h20