Por que meditar?
Vamos refrescar a memória e reler este post.
Ele nos faz refletir, e quem sabe, uma oportunidade para aprimorarmos nosso caminho espiritual. Participe do wokshop de meditação: http://yogadham.com.br
Este é um aspecto delicado, mais não muito, do yoga. Conta uma história que havia um templo nas montanhas da Índia, em um mosteiro de meditação.
Todos os dias, por duas vezes, os monges se reuniam para a longa sessão de meditação. A primeira delas às 4h30, bem antes do nascer do sol, reinava total silêncio como já era a característica daquele vilarejo serrano.
Um dia, entretanto, durante a meditação, ouviu-se um ininterrupto miado sofrido de frio e de fome. O monge mais jovem foi destacado entre sussurros para que verificasse o que era aquilo. Encontrou um gatinho com poucos meses de idade, tremendo na porta do templo, foi recolhido e acolhido entre os monges e cativando-os com a sua meiguice, tornou-se o animal de estimação. Mas ... gatos não são tão adestráveis e começou a atrapalhar a quietude do mosteiro e do templo. Decidiu-se que antes da meditação que amarrar-se-ia o gato no poste bem no fundo quintal, longe do silêncio do sagrado templo de meditação. E mais um item então foi agregado ao ritual que antecedia a meditação dos monges: acender a vela, o incenso, recitar os mantras mas não sem antes prender o gato no poste.
Anos se passaram em total harmonia até que o gato morreu. A grande questão surgiu entre os monges:- Como vamos meditar se agora nos falta um elemento dos itens do ritual? Procuraram pela vizinhança e conseguiram um novo gatinho. Na manhã seguinte a ordem do ritual reestabelecia-se, já poderiam amarrar o gato no poste antes da meditação.
A característica principal da mente são seus pensamentos e dos pensamentos a repetitividade. Os estudos de neurosciência confirmaram a sabedoria yogue ao dizer que nossos pensamentos são repetitivos. Mais de 80% do que pensamos diariamente é repetitivo. Muitos itens da tradição ritualística se incorporam por situações como a desta história.E se incorporam, pois a mente sempre busca uma lógica e a lógica nem sempre nos leva a sabedoria.
A sabedoria de Ser não se resume a mente racional, a própria vida não é lógica! A lógica nem sempre é um porto seguro! Muitos praticantes de yoga podem ser pegos nesta armadilha e repetirem os mesmos vícios na sua prática de yoga sem se abrirem ao ensinamento novo do seu mestre ou guru. A grande prática saneadora dos vícios no yoga, é manter viva e periodicamente a questão Quem sou eu? Oque realmente eu quero da minha prática de yoga? Oque realmente eu busco como aluno de yoga?

















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