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Discernimento e desapego

Discernimento e desapego

 

Comentario do post "Bob Dylan já dizia ..." de  25/09/2008 14:22
Impossível não ter nada... Todo mundo tem alguma coisa, nem que seja o gosto pelo desapego...
Rômulo | 25/09/2008 22:00

Rômulo muito bom seu comentário, obrigado. Sempre lembro e falo que o problema não é ter alguma ou nenhuma riqueza, o problema é o apego por alguma ou nenhuma. O apego pelo desapego é algo tão sutil que é difícil ver o seu perigo.
Tomei a liberdade de postar seu comentário, pois duas poderosas espadas do caminho espiritual, no Yoga e na Meditação são Viveka e Vairagya, discernimento e desapego (ou renuncia), com elas sempre afiadas temos chances... Portanto, vamos lembrando que, ter ou não ter são somente visões da realidade dual. É preciso do ego para termos a visão e sensação de que ele é meu filho, ela é minha mãe, este é meu marido, este é meu dinheiro, este é o meu país etc ...
Não cabe na mente "ter e não ter", ao mesmo tempo, é muito grande para a mente. A mente ou tem algo ou não tem este algo, certo? Por isto tantas guerras e tantos desafetos. Tudo isto faz parte da mente dual. Como diz várias escrituras de várias tradições havia o “um” que se dividiu em ‘dois”. A partir  daí existe a escolha, se há escolha há dúvida, se há dúvida há sofrimento, se há escolha existe um e existe outro. Como se diz no Tao ou no Zen o principio é um só, é o único, é o primeiro, por isto as palavras não o alcançam.
Conta um história do Zen que um discípulo pediu ao mestre:
- Revela-me o primeiro princípio.
O mestre respondeu:
-Se eu lhe disser, já não será o primeiro.



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Sandro Bosco às 23h29
Bob Dylan já dizia ...

Bob Dylan já dizia ...

O ser humano é tribal. Meu grupo de yoga, minha linha de yoga, minha turma, meu time. E assim se sente menos indefeso.
Há muitos anos atrás, me tornei amigo de uma pessoa que fez muito pelo yoga, esoterismo, cultura e filosofias orientais no Brasil, Sr. Diaulas Riedel, proprietário da Editora de Pensamento e plagiando, eu digo que ela está minha lista dos “meus encontros com homens notáveis”. Diaulas,  - que Deus o tenha – era autêntico e eu o conheci quando levei a ele o primeiro livro a ser editado (pela Ed. Pensamento ) de Siddha Yoga e  de Swami Muktananda no Brasil, nos idos de 1983 e 84. Ele era de uma cultura notável e de uma sensibilidade aguçada em escolher os temas que editou e priorizou em uma época no Brasil que se você tinha interesse nestes assuntos, ou lia inglês e pagava caro para adquirir um livro, ou aprendia espanhol e lia os livros  - excelente catálogo – da Kier, argentina (mais me conta). Pouco tínhamos em português e Diaulas praticamente o único que contribuía enormemente, na época, com abundância destes temas no Brasil. Todos nós brasileiros, interessados nestes assuntos, deveríamos estar agradecidos a ele. Enfim como ele foi pioneiro em traduzir os livros de muitos mestres e gurus, comentava comigo como os discípulos, na ânsia de cuidar dos ensinamentos dos seus queridos mestres, se excediam, extrapolavam e se sentiam possuidores, donos dos seus mestres e gurus. Ontem falei aqui do sentido de posse, que nos parece vital para sobreviver, e hoje me vejo de novo falando dela, da “posse”. Cada um fala do seu grupo, da sua galera, sua religião, sua equipe, do seu partido e assim ficamos nas grades deste “ter e possuir”. Bob Dylan cantou, “When you got nothing you got, noting to loose” ou “Quando você não possui nada, não tem nada a perder”. Esquecemos diariamente  que estamos de passagem e não ficamos com nada, deixamos tudo aqui mesmo. As pessoas que se vão são mais lembradas pela suas virtudes do que pelos seus bens materiais. O corpo humano morto não segura nada com as mãos!

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Conta-se que em busca de instrução, um jovem homem viajara muitos meses, atrás de um grande mestre que lhe haviam indicado. Tinha a pele ressequida do sol, e os pés machucados de tanto caminhar, mais finalmente chegara á casa do grande sábio.
Para sua enorme surpresa, a casa do grande dignitário não era mais que um humilde casebre, com chão de terra batida. E dentro dele não havia um único móvel.
Apenas uma esteira servia de cama ao morador, estendida num canto da sala, e alguns livros.
O candidato não conteve a curiosidade e perguntou:
- Mestre, onde estão os teus móveis?
O mestre respondeu com outra pergunta:
- E os teus, onde estão? 
- Os meus? – estranhou o candidato. – mas eu só estou aqui de passagem.
E o mestre:
E eu também.



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Sandro Bosco às 14h22
O yoga é para todos

O yoga é para todos

 

 

ARDHA CHANDRASANA -

ardha significa - meia, metade

chandra significa - lua

VARIAÇÃO - Com bloco na mão de apoio para o praticante encontrar melhor o alinhamento geral do corpo a partir da sua limitação. O objetivo do acessorio na prática muitas vezes é permitir que todos façam o mesmo asana com uma excelência na qualidade do alinhamento.



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 09h16
Certo ou errado ?

Certo ou errado ?

Casas e Gatos

  Um homem que tinha grandes problemas financeiros fez uma promessa: caso encontrasse a solução de seus problemas venderia a própria casa distribuindo todo o dinheiro da venda com os pobres.
  Mas tarde, com seus problemas satisfatoriamente resolvidos, anunciou a casa por apenas duas moedas de prata. Mas fez no anúncio uma ressalva: somente venderia a casa a quem lhe comprasse também o gato, pelo qual o candidato deveria pagar mil moedas de prata.
  Logo que o negócio foi fechado o homem distribuiu entre os pobres o valor da casa, guardando para si, naturalmente, o dinheiro pago pelo gato.
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Aparigraha – não-cobiça – um dos preciosos ensinamentos de Sri Maharish  Patanjali (200 a.C.). É impossível enganar o Karma. É preciso lembrar que é uma lei de ação e reação, como na física. Meditação na ação é lembrar que tudo tem que ter a parcela de consciência. A noção do Dharma, do dever, requer ser respeitada. Pergunto: Certo e errado é relativo a cultura, a sociedade, aos hábitos ou é a mesma em todo lugar ?



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Sandro Bosco às 17h28

 

UBHAYA PADANGUSTHASANA - sala Nataraja na Yoga Dham

 

Ubhaya  em sânscrito significa “os dois”, “ambos".

Pada significa Pé

Angustha  - grande artelho (dedão do pé)

 

Benefícios:  O total alongamento das pernas desenvolve os músculos das coxas e panturrilhas. Previne a hérnia, alivia forte dor nas costas. Desenvolve o tônus abdominal.

 

                                                                   Fontes: Light on Yoga – B.K.S. Iyengar -  Editora Harper Collins

 



Sandro Bosco às 16h52
O mantra mais poderoso!

O mantra mais poderoso!

 

Swami Shivananda de Rishikesh, norte da Índia foi um grande yogue. Seu nome correu o mundo como um Maharish, um grande sábio, um iluminado. Escreveu muitos livros, todos brilhantes, seu conhecimento iluminou muitas das minhas dúvidas quando eu era adolescentes e jovem buscador do yoga. Estive em Rishikesh no inicio dos anos 80 e naquela época ainda não havia  a ponte que atravessava o rio Ganges, atravessávamos com um barqueiro que no meio do rio ele exclamava alto saudações a mãe Ganga e todos respondiam era o folclore da devoção a natureza. A noite acontecia um sat sang  - canto e palestra, literalmente significa em compania da verdade -  no ashram de Sivananda com harmonium (instrumento musical de teclas e fole) e mrindangam (espécie de tambor de duas cabeças que se toca deitado) e que pelo cenário daquele templo e das pessoas e suas roupas, inspirava  à sensação de estarmos  na antiga Índia de séculos atrás. Mas, conta-se que,  Swami Shivananda um dia reunido com seus monges mais experientes perguntou a eles qual mantra era o mais poderoso para se usar em qualquer momento. Os discípulos pensaram e responderamum um de cada vez:
 - OM Namoh Narayanaya!
Shivananda respondeu, “não”, e outro discípulo respondeu.
 - Om Namah Shivaya!
Shivananda respondeu, “não”, e outro discípulo respondeu.
Hare Krishna, Hare Rama
Shivananda respondeu, “não”, e outro discípulo respondeu.

E assim sucessivamente foram respondendo os amntras mais conhecidos do hinduísmo.
Como ninguém parecia acertar ele completou:
“O mantra mais poderoso que pode sempre ser utilizado é:

 ‘Do it now! Faça agora!’



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Sandro Bosco às 09h56
Em 1977 de ponta cabeça

Em 1977 de ponta cabeça

                                                    (foto/crédito - Joyce D´Amore)

Em 1977 - O yoguin que vos tecla neste blog em uma "Parada de Mão" emergencial - Adho Mukha Vrikshasana ( postura da árvore com o rosto voltado para baixo ) no terraço do prédio do meu amigo na rua Cardoso de Almeida,  com a zona oeste da cidade de  São Paulo ao fundo.



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 09h37
O primeiro receptor é a pele

O primeiro receptor é a pele

Quando comecei a praticar asanas  e pranayamas, posturas  eexercícios respiratórios tive várias experiências com vários professores de Hatha Yoga brasileiros e estrangeiros. E foi quando eu realmente senti a necessidade de uma transformação maior através do corpo é que mergulhei no método Iyengar. Iyengar Yoga é bem diferente de outras linhas que praticam asanas e pranayamas. Por exemplo:
Numa aula ou prática em cada asana podemos nos ater a sentir o movimento dos membros e tronco.
No Iyengar Yoga nosso compromisso com o movimento é bem amplo e profundo.
Primeiro nos atemos ao movimento interno. Músculos que regem o movimento dos ossos que traz a pele mais junta da carne e a carne dos ossos, como uma fusão de tecidos vivos no calor da ação.
Os asanas no Iyengar Yoga tem o movimento do corpo como o segundo movimento.
Se imaginarmos que os movimentos visíveis dos membros e tronco são a musica, a orquestra que gera esta musica são as ações internas como chamamos, que encaixam com firmeza as articulações e dão mais consciência  e sentido as informações da pele e  como traduzi-as para os outros tecidos vivos, para os nervos e para o cérebro.
Para o praticante do Iyengar Yoga o cérebro está em todo corpo tornando o corpo mais e mais ativo e a cabeça pensante menos e menos ativa.
E o grande receptor é a pele. É ela que inaugura o movimento deste campo de consciência informando, por exemplo, aonde inicia o asana. Vem então a pergunta:
 - mas aonde começa o movimento?
 Ou seja  
 - quem está tocando o chão?
 -  são os pés ? Os pés e as mãos? São só os ombros e braços?
Quando o primeiro receptor a pele é consultado ele mesmo numa fração de segundos informou onde eu corpo estou  e onde estou apoiado.
E a partir daí uma enxurrada de sucessivas e diferentes informações vão monitorando o asana.
Quanto menos agitada a mente mais atenção na pele mais clara e direta esta troca de informações interna sem pensamentos.
Isto é yoga !

http://www.bksiyengar.com/

 

 



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 18h03