Crianças yogues

Crianças yogues
Yoga é a experiência
Osho contou uma vez que lhe contaram esta anedota.
Para se assegurarem de que estavam protegidos mesmo, construíram uma vala profunda em volta do acampamento margeando a cerca. Uma tarde um membro do grupo, que era um professor de filosofia e um famoso mestrado em lógica, cuidadosamente foi passear e não levou nenhuma arma com ele e foi atacado por um leão. Saiu correndo de volta ao acampamento com o leão correndo atrás dele e caiu na vala. Seus amigos ouviram um grito terrível vindo de fora e quando correram para ver o que acontecera encontraram o pobre homem - o pobre filósofo - correndo em círculos dentro da vala e seguido de perto pelo leão. “Cuidado o leão está bem atrás de você” gritaram lá de dentro.
“Tudo bem” o filósofo respondeu, gritando de volta, eu estou uma volta a frente dele.
Na antiga China, Lao Tsé, ensinou pelo seu saber direto, como um “yogazen”, que, “o sábio não é necessariamente instruído e o instruído não é necessariamente sábio.”
Não são os livros que nos trazem o verdadeiro conhecimento. A experiência é o verdadeiro saber. E isto advém da prática do yoga e da meditação.
Quantas vezes você encontra pessoas simples que mal sabem ler e são sábios por natureza, sábios pelas marcas bem vividas da vida. Estes não esperam lógica da vida. São exímios observadores da vida. Você já viu o silêncio de um pescador em uma jangada em alto mar? Oque lhe garante a vida? Não há lógica naquele ambiente, naquele momento, não é uma lógica que o mantém salvo, que o mantenha vivo. A vida nos livros pode ser lógica, mas a vida da vida não é lógica. Yoga não é um conceito, uma filosofia, um modo de vida, yoga não é lógica. Yoga não é um padrão de comportamento, por isto tudo é indefinível. Yoga é uma experiência.
O anel mágico
O anel mágico
Era uma vez um rei poderoso. Seu reino estendia-se por grande parte do oriente e seu povo era rico e feliz. O rei a tudo comandava com justiça e equidade. Só uma coisa o atormentava: o pobre soberano, que a tudo dominava, só não tinha o domínio de si mesmo.
Descontrolava-se com facilidade, suas emoções o surpreendiam e o comandavam. Era o medo, a paixão, a raiva... de forma que a noite, em seu belo quarto, cujas paredes eram todas incrustadas em pedras preciosas e entalhadas em ouro e prata, e cuja cama confortável revestia-se em lençóis e fronhas de cetim, o rei, sem sono, pensava nos pequenos problemas de seu reino, que então lhe pareciam enormes e, com freqüência, desesperava-se, batendo a cabeça de encontro ás paredes. Seus nervos, abalados, viviam em frangalhos.
Um dia, decidindo pôr fim a tudo isso, reuniu os sábios do país, e lhes pediu que, em conjunto, descobrissem a solução para tamanho problema: precisava adquirir autocontrole.
Os sábios ouviram-no com atenção, e retiram-se
- Eis aqui a solução de vosso problema, majestade. Ela está escrita dentro deste anel. Mas deves tomar cuidado, senhor, para não abri-lo
O rei ficou satisfeito com o trabalho dos sábios, e seguiu à risca seu conselho.
Algumas vezes foi tentado a abrir o anel, pois sentia que a emoção estava perto de dominá-lo. Mas resistiu, economicamente.
Estava já mais seguro só em saber que tinha nas mãos a solução para qualquer de seus problemas, ainda que não chegasse a conhecê-la. Adquirira já força própria, vontade própria, algum equilíbrio e autocontrole, e experimentava já dormir por toda a noite entre seus lençóis de seda. Já não se encolerizava com freqüência, nem permitia que a paixão o cegasse.
Passaram-se os anos, desde que os sábios entregaram-lhe o anel.
Uma noite, o rei acordou ouvindo um grande vozerio em frente ao palácio. Pulou de cama, e logo compreendeu que enfrentava uma insurreição. Dois ministros o haviam traído, arrastando consigo o povo e até seu próprio exército,
O rei não teve outra saída. Montou o cavalo e fugiu por uma porta secreta, que só ele conhecia, mas logo ouviu atrás de si o galope dos cavalos inimigos.
Esporeando o cavalo, o pobre rei embrenhou-se na floresta, com os inimigos no seu encalço. Pegou um atalho, e de repente deu-se conta de que este não levava a lugar algum. Estava encurralado.
Olhando em torno, o rei viu uma gruta por entre as folhagens, e, desmontando, ali se meteu com o cavalo.
Da gruta apertada, ele viu os cascos dos cavalos inimigos, que foram e voltaram. Não mexia um único músculo, e sequer respirava.
Então o rei lembrou-se do anel.
Com as mãos trêmulas o abriu. E lá dentro, gravadas em letras de ouro, o rei leu as seguintes palavras:
Isto também haverá de passar.
Dia 29 de outubro darei um workshop sobre insônia – www.yogadham.com.br -. Vou convidar o rei da nossa historia. A menos que ele tenha aprendido que de fato todos estes grandes e pequenos problemas da vida também haverão de passar. Muitos problemas (a maioria) como disse Jorge L.Borges, “são imaginários”, principalmente aquele que tira o seu sono. Quando a mente se agita, nos pensamentos recorrentes, a respiração se agita e como diz a escritura yogue “você respira como pensa”. Neste estado agitado da mente, da respiração, e do batimento cardíaco agitado é fácil perder o sono. E mesmo antes disto se tornar crônico, chama-se insônia. Dominar a mente através dos recursos do yoga dissolve a insônia em sono profundo. Mas ... não acredite, experimente.
Cérebro bem irrigado

foto-Roberto Setton
PADMA SIRSHASANA
Esta é uma variação de Salamba Sirshasana , como já vimos anteriormente (ver blog dia 01/09) Salamba significa apoiado e Sirsa significa cabeça. Nesta variação, as pernas estão em posição de Lotus. Padma significa lotus em sânscrito.
Benefícios: A prática regular de Sirshasana faz fluir o sangue puro e saudável pelas células cerebrais. É uma excelente postura para quem sofre de insônia, falta de memória e vitalidade. Nesta variação além de todos os benefícios da postura principal (Sirshasana) , os orgãos abdominais são tonificados pela contração abdominal que fornece ou envia, mais sangue para esta área.
Cuidados: Como qualquer outro tipo de postura invertida, deve ser evitada no período menstrual.
Fontes: Light on Yoga - B.K.S. Iyengar – Editora Harper Collins.
Yoga a dois
Sandro, Não sei se você já postou sobre, mas tem mais um instrutor que admiro é a postura em dupla. Uma vez li um artigo que isso era invenção dos ocidentais, que no Oriente não há este tipo de prática, etc, pensei: Abençoados estes que inventaram isso, pois vem me ensinando muito... Acho impressionante, todos temos os mesmos ossos, músculos, mas cada um é muito particular. Me lembro da primeira aula sua que fiz, não consegui ajudar minha dupla e saí arrasada. Na aula seguinte, foram inúmeras posturas em dupla, me convenci que teria que aprender a lidar com isso e hoje já gosto e consigo perceber quando é falha da minha própria ajuda ou se é resistência, medo do outro sem me deixar abater por um sentimento que naquele momento não é o meu - isso também acaba sendo um medidor da auto estima. Acho também que retribuir a confiança é um dos pontos mais fortes para desfrutar da ajuda em dupla e alcançar os benefícios da postura, não esquecendo da observação, talvez a mais importante. Bjo. Tábita / 07/10/2008 20:34

Tábita, já havia postado alguma foto em dupla no blog do yogue mas valeu seu pedido e lembrança. De fato asanas em duplas ou em trios são maravihosos, pois todos aprendem muito mais, além de termos a intensidade na postura aumentada. Antes de praticar como Iyengar ensina eu achava yoga muito individual, e meio solitário, pois práticávamos com os olhos fechados e sozinho. Ao começar a praticar com os olhos abertos e com mais gente ajudando você no asana é tudo mais vivo e o nível de concentração cresce, bem como a capacidade de poder aprender vendo o corpo do outro no asana torna tudo mais amplo . A energia extraida da postura também expande muito mais! Seu depoimento é ótimo você apontou uns pontos bem bservados na prática em dupla, obrigado!
Gestante

Trikonasana - postura do triângulo estendido
Benefícios - Alivia problemas gástricos, melhora a flexibilidade da coluna, fortalece os tornozelos, ajuda a tratar entorses do pescoço, alivia as dores nas costas, e tonifica a pelvis. A gestante também beneficia-se come ste asana mas é importante que o faça próximo a uma parede.
“ONDE HÁ ATENÇÃO HÁ VIDA” Este é um ditado absolutamente simples e extremamente poderoso.
Serve para a prática do yoga e meditação. Hoje faz uma semana do workshop de meditação, que foi ótimo, e os efeitos em mim ainda ecoam. Aprendo sempre que ensino. E como pratico regularmente os efeitos do que eu aprendi permanecem. Este ditado acima está comprovado se você exercita o cérebro, a memória, a criatividade a vida se prolonga nestas funções cerebrais.
Se você dedica-se a meditação conhecerá melhor a si mesmo. Ao praticar yoga regularmente você conhecerá mais a inteligência das células, conhecerá seus limites e conhecerá melhor os seus “não-limites” internos. Onde há atenção há luz, a luz da consciência, Chit Prakash.
Disse uma yogue que você pode por atenção em grandes esforços externos na vida e tornar-se famoso por atravessar um dos oceanos em um pequeno barco a remo, ou escalar a montanha mais perigosa do mundo em meio ao mau tempo, ou permanecer sozinho nas regiões abissais do mar e vai ser reconhecido por isto. Talvez bata algum tipo de Record. Sem dúvida você e seus feitos terão projeção. A imprensa é capaz de se interessar por você e assim você ficará famoso. São todas estas austeridades que se sobressaem entre os seres humanos. No entanto não busque reconhecimento por meditar dez anos sem interrupção sequer de um dia ou em praticar os seus asanas e pranayamas por cinco anos as 5:30h da manhã sem falhar. Faça o bem para você mesmo e livre-se da expectativa de reconhecimento. São méritos seus para você mesmo. Aquele que quer ser visto no final será ignorado. Aquele que permanece silencioso e quieto será notado. Há um ensinamento chinês que diz “não exibas nada que desperte inveja para que sua alma não seja conturbada”.
Conhecimento interior
“Conhecer algo, sabendo que tudo é conhecido."
UPANISHADS
Yogues de ontem de hoje
Props (equipamentos de Iyengar Yoga) são instrutores silenciosos que ensinam diretamente para a inteligência do corpo e através desta percepção direta a harmonia da mente, corpo e espírito podem ser experimentadas e vividas”
- Mary Dunn, profa. de yoga
Esta frase é fantástica e a considero iniciática pois quanto mais você pratica Iyengar Yoga mais pode entende-la. Na antiguidade yogues já usavam os acessórios mais rudimentares que poderíamos imaginar como pedras, bambus, pendurar-se em árvores e inúmeros outros, e isto permitia à esses yogues e permite hoje a cada um de nós mais permanência na postura com alinhamento e que o corpo assim, alcance camadas mais profundas, físicas, emocionas e de percepção e assim de transformação dos padrões de energia. É como se o corpo fosse um aparelho elétrico e o fazemos funcionar, através dos asanas, este aparelho elétrico, em uma voltagem maior e tirar inumeros benefícios disto.





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BRASIL, Sudeste, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, praticar yoga |
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