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Só ensine o que seus neuronios já absorveram

Só ensine o que seus neuronios já absorveram

 

 

 

Antigo sábio e poeta indiano Bhartrihari
disse em um verso do Niti Shataka

prarabhyate na khalu vighnabhayena nichaih
prarabhya vignavitaha viramanti madhyah
vighnaih punah punarapi pratihanyamanah
prarabdhamuttamajana  na parityajanti

Por temor aos obstáculos, as pessoas fracas de espírito não iniciam coisa alguma.
As pessoas comuns iniciam coisas, mas as interrompem quando surgem as primeiras dificuldades.
Mas os melhores homens, ainda que freqüentemente abatidos pelas adversidades, não abandonam uma nobre tarefa.

 

 

Este fim de semana é o último do semestre deste ano de 2008 do curso de formação de professores que eu coordeno no Yoga Dham. Algumas pessoas estão terminando uma jornada de três anos, outras de 02 anos e meio e assim por diante cada um saberá amanhã e domingo avaliar o quanto valeu a pena ter perseverado. O curso é focado em você aprender as técnicas totalmente para só então ensinar e não ensinar o que ainda não viveu e experimentou na própria pele ou tratando-se de yoga:  nas próprias células. Parece óbvio não ensinar o que você ainda não aprendeu mas se você pratica Iyengar Yoga esta frase tem um significado claro. Nem sempre neste vasto mundo ensina-se tão somente o que se aprende. Quantos pais, por exemplo, querem ensinar um comportamento aos filhos ou criar hábitos nos filhos que eles mesmos não tem. Se você “é” ou se você “faz”, você inspira naturalmente a outra pessoa seja um filho ou um aluno. Uma jornada de prática de yoga como a do curso de formação traz inevitavelmente algumas, e boas, transformações pessoais. Os yogasanas - posturas - feitos na busca do alinhamento interno provoca uma mudança neste molde corporal pessoal que estamos habituados a viver neste mundo, e nos coloca gradativamente em um corpo mais amplo, mais vivo e  mais receptivo. Como me disse uma aluna anos atrás, “Com a prática de yoga me sinto enxugada por fora e expandida por dentro”.

Vale a pena perseverar.
Parabéns alunos por mais esta etapa.

 Namaste!



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 15h18

 

KROUNCHASANA

KROUNCHA significa garça.  É também o nome de uma montanha chamada o “neto do Himalaya” e  que comoveu o Deus da guerra Kartikeya e por Parasurama, a sexta encarnação de Vishnu..  Nesta postura sentada uma das pernas está dobrada para trás, os joelhos e o dorso do pé contra o chão ao lado do quadril; enquanto a outra perna se eleva verticalmente, segurando o pé com as mãos.  Em seguida leve o queixo até os joelhos, abrindo os cotovelos para as laterais.  A elevação  da perna lembra o pescoço e a cabeça da garça, daí o seu nome.

BENEFÍCIOS: Este asana pode ser executado como continuação de Triang Mukhaikapada Paschimottanasana .  Sua execução é mais difícil do que em  Pachimottanasana, consequentemente os efeitos são maiores.  Essa postura alonga e tonifica os músculos das pernas, os órgãos abdominais também são rejuvenecidos.

Fonte: Ligth on Yoga  -  B.K.S. Iyengar  -  Editora Harper Collins

 




Sandro Bosco às 00h51
O caminho do meio

 ... Vindas do  Zen ......
“O caminho do meio está onde não há nem meio nem dois lados. Quando estais escravizados ao mundo objetivo, tendes a um dos lados, quando estais com a mente perturbada, tendes ao outro. Quando nenhum desses lados existe, não há parte do meio, e portanto aí estará o caminho do meio”.
 
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No diálogo entre Eka e Bodhidharma ....
Eka: Minha alma não está tranqüila, mestre. Por favor pacificai-a!
Bodhidharma: - Traz tua alma e eu a pacificarei!
Eka: - Eu a procurei por longos anos e não a encontrei ...
Bodhidharma: - Pois então! Tua alma já está pacificada para todo o sempre!

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extraído - Introdução ao Zen Budismo de D.T.Suzuki


 



Sandro Bosco às 00h43
Por que praticar em grupo?

Por que praticar em grupo?

 

 

Um elefante no escuro .

Alguns Hindus têm um elefante para mostrar.

Ninguém aqui sequer viu um elefante.

Eles o trazem a noite em um quarto escuro.

Um a um nós vamos ao quarto escuro e voltamos contando como nós vivenciamos o animal.

Alguns de nós tocamos o animal.

Uma criatura tipo um tonel de água.

Outro a orelha.

Um animal como um abanador muito forte, movendo sempre para frente e para trás.

Um outro a perna.

Eu o acho ainda mais parecido com uma coluna de um templo.

Outro toca a curvatura das costas. Um trono de couro.

Outro, o mais inteligente sente a presa. Uma espada redonda de porcelana. Ele está orgulhoso da sua descrição.

Cada um de nós toca um lugar e entende o todo desta forma.

A palma e os dedos tocando no escuro são como os sentidos exploram a realidade do elefante.

Cada um de nós segurou lá, uma vela, e se nós estivéssemos ido juntos, nós o teríamos visto.

 

O iluminado poeta Rumi ( http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.rumionfire.com/&sa=X&oi=translate&resnum=9&ct=result&prev=/search%3Fq%3Drumi%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1T4SKPB_pt-BRBR245BR246)  narra a tradicional historia do elefante revelando a importância do sangham.

Quando um buscador só, ilumina o caminho, ele não tem a mesma luz que um grupo deles em busca da verdade.

Esta é a força do Sat Sangham, de estarmos juntos, em grupo, praticando e crescendo no entendimento da verdade. *

(Rumi nasceu no inicio do século XIII na antiga Pérsia, onde é hoje o norte do Afganistão)



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 21h31

 

 

R.Setton

PARSVA UPAVISHTAKONASANA

PARSVA significa “lado, obliquo”
UPAVISHTA significa sentado.
KONA significa “ângulo”


Esta é uma variação de Upavishtakonasana, ver link:


http://blogdoyogue.blog.uol.com.br/arch2008-08-01_2008-08-15.html#2008_08-01_17_31_39-128477789-25

 

No casão desta variação segura-se o pé direito com ambas as mãos, na inspiração alongue a cabeça e o tronco, na expiração vá descendo levando o queixo no joelho direito.

BENEFÍCIOS:

 

Alonga os tendões das pernas, ajuda o sangue a circular por toda a região pélvica mantendo-a saudável. 

Previne hérnia, alivia dor ciática.  Regula e controla o ciclo menstrual.


Fonte: Light on Yoga  - B.K.S. Iyengar -  Editora Harper Collins.

 



Sandro Bosco às 14h42
Insights recém nascidos

 

Pela meditação se atinge o infinito. Aquilo que é infinito é feliz. Não há felicidade no limitado.

UPANISHADS

                                            
Outro dia, aqui na UOL, o cantor Lobão disse que  Nada pode deter uma pessoa feliz.”

Esta é uma força que por fora pode parecer frágil, por dentro é gigantesca!


O sábio Patanjali – 2200 a.C. – ensina que é fundamental a prática de Santosha – contentamento.

Ele não diz que se você é feliz e contente por natureza desfrute pelo mundo afora e se você não se sente contente paciência porque contentamento é algo hereditário.

Patanjali coloca Santosha como algo que você deve cultivar, lembrar sempre, e fazer disto uma prática regular como outra qualquer.

Este final de semana tivemos dois dias de prática ininterrupta no retiro. Isto porque nosso combinado lá, foi que mantivéssemo-nos atentos mesmo nos intervalos. Ou seja os intervalos entre uma prática e outra eram também uma prática de yoga e meditação para estarmos despertos pelos sentidos à tudo a nossa volta. E o resultado depois de dois dias era uma "inquebrantável leveza do ser", nos rostos e nos olhos.

O sat sangham (em companhia da verdade, encontro de yogues) é poderoso. Estar com mais pessoas, remando no mesmo barco rumo cada um ao interior de si mesmo é recompensador. Mais uma vez foi recompensador. Nestes retiros tem uma mágica, um mistério sem mistérios, que se chega em um porto seguro pela prática do yoga. O mundo lá fora pode estar em um turbilhão de confusões e  dentro do retiro de cada um, pelo que eu ouvi da boca de cada um: chegamos lá!

Os sábios yogues do passado diziam que quando você percebe em si mesmo uma mudança interna, na sua mente, na sua forma de sentir, esta deve ser cuidada como um bebê recém nascido. Esta mudança é frágil e delicada como um bebê,  e precisa ser alimentada como todo bebezinho, de 3 em 3 horas ou de 4 em 4 horas. Foi isto que trouxemos de lá do retiro, cada um da sua forma teve seu insight. Insights recém nascidos.



Sandro Bosco às 14h06