UOL Estilo UOL Estilo
O espelho

 
 

O espelho

“Você que quer o conhecimento, busque a unidade dentro.
Lá você encontrará o espelho claro esperando-o.”

HADEWIJCH II


Conhecer oque?
Muitos entendem o conhecimento da citação acima como o conhecimento das ciências, tecnologias ou literatura. O conhecimento a que ele se refere é o conhecimento de si mesmo. Aquele que não se obtém nos livros e nas universidades. É o puro conhecimento que advém de práticas de interiorização como a meditação. 



Uma experiência
Uma vez eu estava sentado no meu lugar de sempre para praticar a meditação com os olhos fechados e depois de 1/2 hora aproximadamente, tudo já tinha se silenciado internamente, quando me espantei ao me deparar com o meu rosto a poucos centímetros do meu  próprio rosto olhando para o meu rosto, olhando para mim mesmo.
Ao ler sobre o “espelho claro esperando” me lembrei desta experiência de anos atrás.



 

Quem sou eu? O que vê ou o que é visto?

O ser interior, a consciencia, é quem vê atraves dos olhos!



em Espiritualidade
Sandro Bosco às 13h57
Entrevista Rádio CBN

 

 Amigos, amanhã às 13h30, sábado, na rádio CBN (90,5 FM e 780 AM) serei entrevistado para contar um pouco mais como foram estes 10 meses de Blog do Yogue e lógico falar um pouco mais sobre yoga e meditação!!!! Espero vocês!!!!

 

http://cbn.globoradio.globo.com/home/HOME.htm

 

 



Sandro Bosco às 06h43
HOJE tem meditação!

 
 

HOJE tem meditação!

 

 

 

DHYANA SANGHAM - Encontro de meditação,

hoje às 20:30h, informe-se no www.yogadham.com.br

 


Um Yogue perguntou ao outro: - “Quem é Deus?”

O segundo respondeu: “É  o testemunho da mente”.


Se pudermos neste instante  irmos mais fundo, indo além dos ruídos internos da mente e sua interminável sucessão de pensamentos, poderemos conhecer a verdadeira natureza da mente, isto nos levará a conhecer a verdadeira natureza do mundo e nossa própria natureza também.


Conta-se que o rei Janaka da Índia perguntou ao sábio Yajnavalkya sobre Deus e a natureza da mente.

Yajnavalkya disse:

“Deus é o Ser que reside atrás da mente e a faz mover,  que a mente não pode conhecer e cujo corpo é a mente. Ele é o único habitante interior. É imortal. É feito da mais pura felicidade”.


 



em Parábolas e compartilhar
Sandro Bosco às 09h46
Yogasana - reduzindo os efeitos negativos do estresse

 
 

Yogasana - reduzindo os efeitos negativos do estresse

Sirshasana - o pouso sobre a cabeça

Os asanas invertidos, como o pouso sobre os ombros e o pouso sobre a cabeça, são benéficos  para o sistema imunológico. Produzem uma maior irrigação sanguinea no cérebro atingindo a glândula hipófise e o hipotálamo, reduzindo os efeitos negativos do estresse e acentuando a resposta do relaxamento.



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 09h41
Mergulhar no desconforto com a mente sem julgamento

 
 

Mergulhar no desconforto com a mente sem julgamento


Conhecer o desconforto

Quando um praticante de yoga é orientado pelo professor a permanecer no yogasana – postura de yoga – ele está convidando indiretamente para que ele entre em contato com uma zona de desconforto. O aluno pode dizer “ah, está alongando demais preciso desfazer a postura”. Estamos habituados a viver numa zona de conforto, é uma zona onde cada um se sente seguro em si mesmo. Um terapeuta, acho que inglês, disse uma vez que cada um de nós tem muitas vezes mais flexibilidade no corpo do que conhece.


 

Minha experiência

Percebo praticando yoga que isto é verdade. Acontece que quando julgo a sensação do corpo na  intensidade da postura e a considero desconfortável a minha mente estabelece limite não o corpo.Vejo alunos com grande entusiasmo na prática do yoga e como as posturas tocam internamente e profundamente todas as partes do corpo o praticante precisa desenvolver coragem e desapego para adentrar dia a dia no seu corpo. Da camadas externas, superficiais as camadas mais profundas. Quando você pode estar numa área do corpo, sendo tocada profundamente pelo yogasana e que possa gerar desconforto e você permanece sem julgamentos, isto é o principio da meditação, continue!



Mulá Nasrudin

Conta uma história que Mula Nasrudin estava tentando se enforcar. Um amigo dele estava a observar tudo que acontecia. Ele disse: - Olha Nasrudin se você quer se enforcar, você tem de passar a corda no pescoço, não sob os braços!
 - Bem ... diz Nasrudin – eu tentei, mas me senti sufocado. 

 



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 22h18
A arte de praticar yoga em dupla

 
 

A arte de praticar yoga em dupla

YOGASANAS em dupla  - podem ser muito benéficos pois para aquele que faz, ganha uma intensidade maior com ajuda de outra pessoa. Aquele que ajuda ganha a chance de ver o asana e  aprender sobre a postura, os movimentos do corpo, e as ações internas que o levam a um alinhamento melhor. 



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 22h48
Blá, Blá, Blá

 
 

Blá, Blá, Blá

Hoje em dia
Muitos pontos importantes da aula de yoga não são ditos pelo seu professor(a). É normal que o professor(a) esteja atento ou na execução dos yogasanas  - posturas - ou na filosofia, contudo hoje há uma quantidade maior de pessoas tornando-se professor(a) de yoga sem o devido preparo, em cursos que duram “um fim de semana”. Isto acaba transformando a aula de yoga em um mero programa de alongamento.


Blá, blá, blá
Outros por não saberem muito bem o que fazer com o corpo do aluno nas posturas e como resolver as dúvidas, dificuldades ou dores que advém disto, tornam a aula um show de informações místicas,  falando de chakras – centros de energia – sem terem experimentado-os em si mesmo. Treino pessoas para se tornarem professores de yoga e minha principal recomendação é: “fale daquilo que você viveu, fale daquilo que você pode ver com seus dois olhos ou já viu”.  É muito fácil envolver pessoas com misticismo esoterismo ou parafrasear palavras sábias, mas estes recursos do professor nem sempre vinga no aluno como algo que possa construir um autêntico interesse dele pelo yoga ao menos que tenha vindo da sua própria experiência como professor, estudante e praticante de yoga: três em um.



Antigamente ...
Na tradição yogue um aluno ou discípulo permanecia 12 anos com o mestre para receber uma iniciação. Antes disto eram só testes para checar seu real interesse pelo yoga. “Tudo bem” alguém vai dizer, “os tempos mudaram”. E quanto tempo o mestre o autorizava a começar a ensinar ou ser um representante dos seus ensinamentos?


Conta uma historia que ...
na escola de artes marciais um jovem candidato a lutador, apressado e ambicioso atravessou o Japão
 em busca de um afamado instrutor de artes marciais. O mestre o recebeu e ouviu:
 - Desejo estudar caratê, e me tornar o maior lutador do país. Em quanto tempo posso preparar-me?
 - Nunca menos de dez anos – respondeu o mestre.
 - Quanto tempo! E se eu praticasse em dobro?
 - Vinte anos!
 - Sim?!!  E se dedicar-me noite e dia ao caratê?
 - Neste caso, trinta anos.
O rapaz estranhou:
 - Mas não entendo quanto mais vos proponho dedicação, mais tempo dizeis que vou precisar?
E o mestre:
 - Oh, sim. Quando um olho está fixo onde se quer chegar, só resta um para encontrar o caminho.



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 22h11
Blá, Blá, Blá

 
 

Blá, Blá, Blá

Hoje em dia
Muitos pontos importantes da aula de yoga não são ditos pelo seu professor(a). É normal que o professor(a) esteja atento ou na execução dos yogasanas  - posturas - ou na filosofia, contudo hoje há uma quantidade maior de pessoas tornando-se professor(a) de yoga sem o devido preparo, em cursos que duram “um fim de semana”. Isto acaba transformando a aula de yoga em um mero programa de alongamento.


Blá, blá, blá
Outros por não saberem muito bem o que fazer com o corpo do aluno nas posturas e como resolver as dúvidas, dificuldades ou dores que advém disto, tornam a aula um show de informações místicas,  falando de chakras – centros de energia – sem terem experimentado-os em si mesmo. Treino pessoas para se tornarem professores de yoga e minha principal recomendação é: “fale daquilo que você viveu, fale daquilo que você pode ver com seus dois olhos ou já viu”.  É muito fácil envolver pessoas com misticismo esoterismo ou parafrasear palavras sábias, mas estes recursos do professor nem sempre vinga no aluno como algo que possa construir um autêntico interesse dele pelo yoga ao menos que tenha vindo da sua própria experiência como professor, estudante e praticante de yoga: três em um.



Antigamente ...
Na tradição yogue um aluno ou discípulo permanecia 12 anos com o mestre para receber uma iniciação. Antes disto eram só testes para checar seu real interesse pelo yoga. “Tudo bem” alguém vai dizer, “os tempos mudaram”. E quanto tempo o mestre o autorizava a começar a ensinar ou ser um representante dos seus ensinamentos?


Conta uma historia que ...
na escola de artes marciais um jovem candidato a lutador, apressado e ambicioso atravessou o Japão
 em busca de um afamado instrutor de artes marciais. O mestre o recebeu e ouviu:
 - Desejo estudar caratê, e me tornar o maior lutador do país. Em quanto tempo posso preparar-me?
 - Nunca menos de dez anos – respondeu o mestre.
 - Quanto tempo! E se eu praticasse em dobro?
 - Vinte anos!
 - Sim?!!  E se dedicar-me noite e dia ao caratê?
 - Neste caso, trinta anos.
O rapaz estranhou:
 - Mas não entendo quanto mais vos proponho dedicação, mais tempo dizeis que vou precisar?
E o mestre:
 - Oh, sim. Quando um olho está fixo onde se quer chegar, só resta um para encontrar o caminho.



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 22h11
Dor ou prazer?

Publicado em 11/03/2009 18:18
Quando foi a última vez que você parou de praticar yoga?  


Comentário de Luís Indriunas 12/03/2009 16:18 -  Caro Sandro, em primeiro lugar, parabéns pelo blog, como praticante iniciante de yoga acompanho seu blog com interesse e ele muito me ajuda. Quanto à questão da desistência ou do medo do bem estar, acho que, sim, a mídia (e eu sou jornalista) nos bombardeia com más notícias e sensacionalismo, mas, do outro lado, acho que há um medo interno do ser humano quanto a ser feliz (sem os exageros das paixões ao estilo das telenovelas). Alguns psicólogos e outros especialistas têm se debruçado sobre o assunto que ainda está para ser explicado melhor. A medicina, por exemplo, só estudava a dor, não o prazer, nem o bem-estar. De qualquer modo, vejo que os homens gostam da mudança apenas pela mudança nada mais. E identifico isso como parte da frivolidade dos dias atuais. Abs, Luís


 

Luis, muito interessante seu comentário pois contextualiza o pensamento e conhecimento contemporâneo da questão. O sábio Patanjali ensina, na primeira das quatro partes do seu Yoga Sutra (260 ac.) que das cinco causas básicas da aflição ou sofrimento humano, os cinco kleshas temos: ragat, o desejo ou apego, e dvesha, aversão. Os dois nos separam do atmam, da essência e portanto nos afastam da meta mais elevada do Yoga. Ao refletir sobre este sutra, o que me parece, é que em ambos tanto o prazer quanto a dor tornam-se causas de sofrimento pelo apego a estas duas condições da mente, porque são movimentos da mente condiconada. Se não nutrimos expectativas, não esperamos nem prazer nem dor e por este distanciamento que a prática de vairagya, a renuncia e desapego,  traz, obtemos paz interior, paz inabalável. Obrigado pelo seu comentário. Sandro



Sandro Bosco às 13h21