Jean Paul Sartre me ensinou yoga
Parábola - Casas e Gatos
Um homem que tinha grandes problemas financeiros fez uma promessa: caso encontrasse a solução de seus problemas venderia a própria casa distribuindo todo o dinheiro da venda com os pobres.
Mais tarde, com seus problemas satisfatoriamente resolvidos, anunciou a casa por apenas duas moedas de prata. Mas fez no anúncio uma ressalva: somente venderia a casa a quem lhe comprasse também o gato, pelo qual o candidato deveria pagar mil moedas de prata.
Logo que o negócio foi fechado o homem distribuiu entre os pobres o valor da casa, guardando para si, naturalmente, o dinheiro pago pelo gato.
Oque é Karma?
Quando o assunto é Karma o melhor é não conjeturar. Os Puranas (escrituras da Índia antiga) ensinam:
Gahana karmano ghatti - Os caminhos do Karma são insondáveis.
Karma é um termo sânscrito que se encontra nos textos antigos que resume para nós que existe uma lei de causa e efeito. Porém não é dado a compreensão humano entende-lo mas sim talvez respeitá-lo.
Ter controle do próprio destino
Uma vez ouvi de uma mãe que planejou o nascimento da filha através de uma cirurgia cesariana para que nascendo naquele exato momento, conforme orientação astrológica, poderia ter estas e aquelas qualidades e assim controlar o destino pela natalidade.
Me pareceu uma intenção arrojada de aproximar-se do controle da natureza humana. Ter poderes divinos sobre quem será meu filho ou filha.
Vamos com karma
Enganar o Karma parece a intenção desta parábola acima e da história que me contaram. Seria possível?
Uma vez que entendemos que a cada ação uma reação, podemos assumir a responsabilidade dos nossos atos. Isto sim me parece uma atitude construtiva no âmbito do Karma. Vamos lá, em miúdos: se sou responsável pelos meus próprios atos, logo nada que me acontece não tem a minha parcela de ação ou de atração. Não sou vítima de nada, nem do país, nem da doença, nem da educação que recebi, nem da cultura que assimilei, nem do governo, nem da crise, e nem de nada (?).
Yoga e Karma
No yoga temos várias posturas com nome de guerreiro. A batalha do guerreiro yogue é interna. As conquistas internas são eternas, as externas vulneráveis.
Isto me parece a atitude yogue.
Eu tenho para mim uma célebre e yogue frase do filósofo francês Jean Paul Sarte:
“O que importa não é o que fizeram de nós, mas sim o que fazemos com o que fizeram de nós.”

VIRABHADRASANA II - postura do guerreiro numero dois.










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