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Lua cheia especial

 
 

 

Lua cheia
Já passa de meia noite mas ainda vibro as ondas de tranqüilidade e contentamento da comemoração do 101 aniversário lunar do grande Siddha Swami Muktananda (1908 – 1982) . Swami é como um monge, swa é um sufixo e significa "si mesmo". Muktananda significa o êxtase da liberação.



 A lua cheia de maio.
 Um grande sat sang – encontro de praticantes de mantra e meditação. Faz 25 anos que realizamos a primeira comemoração oficial em São Paulo do aniversário deste grande sábio, puro e iluminado.


O que é um Siddha Yogue?
 Estar na companhia de um mestre Siddha (siddha significa perfeição e aperfeiçoado) é transformador. Sua presença funciona como um emissor de ondas magnéticas, você é banhado pela imensa quantidade de prana – força vital  - que esta pessoa gera. É como um imenso aparelho eletrônico de irradiação. Só  que estas ondas energéticas são de amor e conhecimento. A mente silencia sem nenhum esforço contagiada pelo estado interior do mestre Siddha.



Anos 70
Em 1979 ao voltar de seu ashram escrevi uma carta convidando Swami Muktananda a conhecer o Brasil. Sua resposta continha  palavras carinhosas, acolhedoras e proféticas. Não disse que não viria, mas disse que eu envolvesse antes mais pessoas na prática do mantra e da meditação no Brasil. Os anos passaram e suas palavras foram férteis e visionárias. Uma comunidade de meditadores se formou naturalmente no Brasil com a vinda de mais e mais praticantes que o conheceram lá fora. Palavras de um Siddha que tem o poder vivo da criação. Seu comando é um sankalpa – vontade infinita - .



Gratidão
Devo a Muktananda este fenômeno interior de transformação que é a prática da meditação. Comecei conhecendo a mente que está além da mente. A mente silenciosa, que pensa sem pensamentos que compreende sem a razão. A mente que é consciente de si mesma. Aí percebi que não poderia ser chamada de mente pois de fato é um mar de pura consciência. Porque é mais quieta que uma caverna profunda, é pura consciência. Tão tranqüila como a superfície de um lago sereno. Ela se dissolve em meditação no seio do coração e passa a se chamar -  chit shakti. Obrigado Baba Muktananda, a você as minhas mais profundas reverências.


Em seu livro "Eu sou Isto" Muktananda diz:

 - Enquanto você tem o sentimento de dualidade, o sentimento que um ser humano é diferente do outro, que uma classe é distinta de outra, não poderá experimentar a felicidade verdadeira. O sentido do "outro' é a fonte de todo o temor, de todo sofrimento e de todos os pecados.


 Veja link ao lado  - Baba Muktananda na América 1970.




em Espiritualidade
Sandro Bosco às 01h21
Meditação -acesso aos mundos interiores

DHYANA SANGHAM - Encontro da meditação - hoje tem meditação no Yoga Dham (www.yogadham.com.br) 

 

 

COMENTÁRIO da visitante Daniela

Se nos átomos existem mundos e mundos e se somos formados por eles...imagine quantos mundos somos!!! Concordo com você, só através da meditação consigo compreender melhor os micros e macros conceitos do Universo!! Parabéns pelo blog! Daniela
Daniela Oliveira   04/05/2009 10:33



Resposta:


Daniela, a meditação é mesmo o grande veículo. Sinto isto mesmo que somos inúmeros mundos interiores. Somos um novo universo a cada novo pensamento. Criamos um universo a cada meditação e assim entramos em contato com um universo mais profundo. No Shivaísmo do norte da India é dito que o universo não existe sem a nossa percepção dele. Somos criadores dos próprios universos. Obrigado pelo seu comentário. Sandro


Sandro Bosco às 08h29
Sabedoria yogue

 
 

Sabedoria yogue

Hoje de manhã enquanto dirigia o carro até o dentista, ouvi no rádio a psicanalista que (não consegui guardar o nome) citando Lacan : “É mais fácil mal dizer a vida e é mais difícil bem dizer a vida.”

Isto me remete a facilidade dos humanos de se vitimizarem dos diversos segmentos do mundo a sua volta. O humano comum ou desatento, pode usar a camiseta com o dizer: - Criar um algoz é comigo mesmo!

 Isto me remete a facilidade dos humanos de esquecerem-se facilmente da possibilidade de ser autor do seu próprio destino.

Consciente ou não atraímos para nós o bem e o mal?

Obviamente que sim: se você vê o mundo como o inferno só verá nele demônios que serão os habitantes, autores ou no mínimo co-autores do seu inferno. Se você vê o mundo como o céu ou pelo menos um oceano de possibilidades de fazer o bem e viver o bem, pode ser mais difícil, mas, o desfrute disto, é seu mesmo.

Yogues e sábios yogues das escrituras disseram e dizem:

“O mundo é como você o vê”

Hoje li a frase que diz que mares tranqüilos não formam marujos experientes. Associei alguma coisa ao experiente Sr. Lacan e me recordei do meu mestre Willie Wrtz que me metaforeou nos meus ouvidos nos anos 70:

 - Se você está com a vida muito tranqüila e muito pacata (e nenhum ventinho agita seus mares), talvez é hora de você se preocupar, talvez Deus tenha desistido de você.


 

 

Se você vê o mundo como o céu ou pelo menos um oceano de possibilidades de fazer o bem e viver o bem pode ser mais difícil, mas, o desfrute disto, é seu mesmo.



em Parábolas e compartilhar
Sandro Bosco às 18h21
A resolução no yoga.

 
 

A resolução no yoga.

Existem muitas possibilidades no yoga mas tudo muda quando você toma uma “resolução”. Eu sei que se você é um aluno novo e começou meio sem saber porque este assunto não se encaixa no seu roteiro, mas ... ,mesmo assim, se você parar para lembrar ou sentir o que é que motiva você a continuar e voltar para a aula do seu professor(a) toda semana você pode encontrar algo e firmar em cima deste “algo” uma resolução. Uma resolução em cima de algo dirige melhor a sua energia. Aquela energia que realiza coisas e alcança conquistas interiores e exteriores. Quando comecei a praticar yoga não sabia muito por que, simplesmente um amigo, lá pelos meus 15 para 16 anos de idade, me disse que a irmã dele havia começado a fazer aulas de yoga (era Hatha Yoga) e se eu não queria ir com ele.

Fui.

Sem perceber 05 meses passaram e me curei de um problema de saúde crônico que já durava 05 anos e que já havia feito meus pais tentarem todo tipo de tratamento. Era uma disfunção de ordem psicossomática que descobri anos depois. Mas quando percebi meses depois que eu tinha devagarzinho me curado passei a dar um valor maior as aulas e com isto construir uma resolução de continuar e não parar mais.


ARDHA HALASANA - meia postura do arado.

Este foi um dos asanas que na época que eu comecei, mesmo fazendo sem estes acessorios caracterísitcos do Iyengar Yoga, me ajudaram muito no processo de cura.



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 18h23