O yoga em útima instância, papo cabeça!
"Todas as limitações são auto-impostas"
Não sei de quem é esta frase. Se você souber me conta. Vivo esta frase constantemente em sala de aula. O aluno me diz:
- Não consigo fazer este asana - postura -.
Numa condição ideal , eu digo:
- Quem é este ‘você’ que não consegue?
- Não diga para mim ou para si mesmo que não consegue e nem que consegue. Não se sinta leve nem pesado, não se identifique nem com o mêdo nem com a coragem, apenas faça. Não rotule a sensação que te leva a achar alguma coisa em relação a sua capacidade física ou mental.
“Todas as limitações são auto impostas”.
Numa condição corriqueira eu digo:
- Vamos esquecer a palavra 'conseguir' e vamos simplesmente fazer. Dê a você uma chance sem achar nada.
Há uma parábola Zen-budista que narra o seguinte diálogo:
- Todas estas montanhas, todos estes rios, a própria terra, de onde vêm? - pergunta o discípulo.
E o mestre:
- E a tua pergunta, de onde vem?
Pelo yoga dos rishis - sábios, videntes - da antiguidade a orientação é que:
Se pela mente dual, do sim e do não, do gosto e do não gosto, do vou e não vou, do consigo e não consigo, que habita em você não é possível conseguir algo, ou partir para fazer algo ou simplesmente se entregar para algo; lembre-se: que você não sabe quem você realmente é.
Quem é você?
Sou um poeta, um médico, um professor, um viajante, sou um pai, sou uma filha ,um mendigo sou ... sou ... sou
Não. Estes são papéis assumidos não revelam realmente quem você é. Sim, escondem quem você é. Ofuscam a visão de quem você é. São nomes que a mente deu. Que a sua mente deu a partir da mente dos outros. São apenas identificações de natureza impermanente.
O yoga se pratica , em ultima instância, para conseguir conhecer este - que sou eu mesmo - que não tem nome mas tem substância.