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O que uma ida ao Rio não faz?

 


Ontem, sexta feira,  estive no Rio de Janeiro e fiz uma oficina de yoga com a norte americana, Rita Manouso, sobre problemas na coluna vertebral.

O que ocorre é que estas técnicas dão uma abordagem própria, uma auto-suficiência incrível de você corrigir e aliviar em si mesmo (ou em um aluno), desvios como escoliose e as dores na coluna na prática do yoga e daí por diante. 

Ao decolar do Rio, de volta a São Paulo, vi que tão lindo e magnífico como o Rio visto de cima, montanhas rochosas, praias e ilhas, é a possibilidade de você, com estes yogasanas  - posturas -  não se entrevar na acomodada situação de vítima das suas próprias dores nas costas.
Lembrei do grande Shakespeare que dá uma bela e sábia “yogada” quando diz:
“Nada existe de bom nem de mau, o pensamento é o que o torna assim.”


Será que  mesmo a dor física pode ser piorada ou melhorada pelo pensamento?
Lógico que sim!
A ciência da mente humana concluiu que as diferentes pessoas são mais e menos resistentes a dor.
Ou será a mente do ser humano é que determina se aquela dor é mais ou menos suportável?
Ou será que é a dor ou é a identificação com a dor?
Ou será que é a identificação com a opinião que tenho sobre a dor é que estabelece meu limite? ..........................  e os limites são auto-impostos?


 



Sandro Bosco às 20h19
Um símbolo

"Os símbolos revelam velando e velam revelando."


G.Gurvitch


Vejo a lua, um espaço vazio de uma sala, uma criança brincando sozinha e entretida naquela pura fantasia, um raio de luz do sol de fora entrando entre a cortina da janela e a vejo com a curiosidade plena dos sentidos e o deslumbramento de algo sempre novo, entendo aquela figura, aquela imagem, como um símbolo.

Algo até então que poderia ser trivial, mas tornou-se pelos meus olhos algo inexplicável, que não precisa ser descrito nem compartilhado, muito menos adjetivado. Algo assim se torna um símbolo, percebido por algum espaço dentro de mim, bem longe da mente e bem perto dos olhos do coração.


 



Sandro Bosco às 18h14
Otimizando em tempos de frio

 
 

O frio vem chegando
Nestes tempos de frio que se aproximam, os yogasanas ou melhor o corpo fica meio duro de manhã.  O praticante deve atentar para os fluidos sinoviais das articulações nas manhãs mais frias.



Solução
Posturas de pé, como trikonasana, parsvakonasana e outras são boas para os membros inferiores. Posturas como: adho mukha vrikshasana (parada de mão) e pincha mauyrasana para os membros superiores e coluna. Em praticantes com mais tempo de treino e prática os yogasanas feitos com saltos também são úteis para aquecer as articulações, como adho mukha svanasana para urdva mukha svanasana para uttanasana fazendo algumas vezes como um ciclo sem intervalo.


Aquecimento membros inferiores

 

 

TRIKONASANA  - posturas dos tres ângulos

 

 

PARSVAKONASANA - postura do ângulo lateral


Aquecimento dos membros superiores

PINCHA MAYURASANA - postura da cauda do pavão


Sequência  - as tres próximas posturas devem ser feitas sem parar, num movimento contínuo 

ADHO MUKHA SVANASANA -  posição do cachorro com o rosto para cima

URDVA MUKHA SANASANA - posição do cachorro com o rosto para cima


 

UTTANASANA - posição do alongamento interno (faça sem os blocos)


 

 

 



em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 17h24
Preparação para o rito da grande passagem

 
O Mestre Sem Móveis

Em busca de instrução, um jovem homem viajara muitos meses atrás de um grande mestre que lhe haviam indicado. Tinha a pele ressequida do sol, e os pés machucados de tanto caminhar, mais finalmente chegara à casa do grande sábio.
Para sua enorme surpresa, a casa do grande dignitário não era mais que um humilde casebre, com chão de terra batida. E dentro dele não havia um único móvel.
Apenas uma esteira servia de cama ao morador, estendida num canto da sala, e alguns livros.
O candidato não conteve a curiosidade e perguntou:
- Mestre, onde estão os teus móveis?
O mestre respondeu com outra pergunta:
- E os teus, onde estão? 
- Os meus? – estranhou o candidato. – mas eu só estou aqui de passagem.
E o mestre:
E eu também.


O yoga e a morte

Quando eu era jovem e li um dos meus primeiros livros de yoga, encontrei uma informação importante e bem diferente do que a mídia divulga hoje sobre yoga.
Dizia  o autor que “o yoga prepara o praticante para a morte” , “ a grande passagem”.
Fiquei impactado e atraído. No auge dos meus 15 anos, mesmo assim, achei que era algo que valia a pena me preparar  e se a prática do yoga servia para este fim ainda melhor.
‘Morrer em vida” como dizem algumas tradições orientais é o mais importante e diz respeito a morte do ego como obstáculo para uma visão pura do mundo a sua  volta, e assim ter uma experiência direta da realidade.




em Parábolas e compartilhar
Sandro Bosco às 23h17
Triste noticia

 

 

Triste noticia

Hoje às 12:58h recebi um email de um amigo da Índia com a triste noticia que outros milhares de praticantes de yoga do mundo todo também receberam. Às 06h00 da manhã de Brasília faleceu na India Yoga Guru Sri Pattabhi Jois.

http://www.kpjayi.org/.

Ele nasceu em uma lua cheia de julho em 1915, no sagrado dia do calendário hindu, o Guru Purnima ,em uma pequena vila no estado de Karnataka,  na Índia.

Ele ensinou  por 63 anos ininterruptamente o Ashtanga Yoga, o mesmo método que ele aprendeu em 1927 de seu renomado  guru Krishnamacharya  (o mesmo guru de B.K.S.Iyengar).

P. Jois ficou famoso pelo sistema de yoga que ensinou e popularizou nos cinco continentes..

Há muitos anos atrás conheci esta frase dele que me marcou pela simplicidade:

“Para ensinar yoga voce deve ter para com seus alunos: dedicação e paciência.”


 

 



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 22h40