O gato e o poste (loucuras humanas)
COMENTÁRIO do post de ontem – Vegetarianismo .....
Lavinia | r.labeckevinia73@hotmail.com | 02/07/03
oi Sandro! adoro todos seus posts, mas estou curiosa da parabola do gato e do poste!...vegetarianismo penso que é tambem um ato de amor e respeito. um grande abraço e NAMASTE
Era uma vez ... em um distante vilarejo nas montanhas do oriente, um mosteiro de monges que praticavam regularmente a meditação. Um certo dia eram 4h da manhã e a meditação mal havia começado quando ouviu-se na porta do templo um miado faminto de um pequeno gatinho. Para não criar tumulto o jovem monge foi ordenado que verificasse o que era. Voltou aos sussurros com o pequeno bichano já quieto no calor dos braços humanos.
Leve-o bem lá fora no quintal, disse seu superior, amarre-o no poste e lhe dê uma tigelinha de leite e uma cestinha para que ele se aquiete. O gatinho foi adotado no mosteiro e todos os dias antes das sessões de meditação um monge o amarrava no poste com os devidos cuidados e conforto para que o gato não atrapalha-se o recolhimento necessário pra a meditação.
Mais de uma década se passou mantendo-se este ritual até que o gato morreu.
Reuniram-se os monges para confabular:
- “Como vamos continuar a meditação sem termos mais o gato para amarrarmos no poste?”. Logo a grande idéia surgiu.
- Vamos procurar no vilarejo e adotarmos um novo gato. (!!!)
Seres humanos funcionam assim. Lamentável ou não é uma forma de criarmos e mantermos crenças irracionais, elas nos fazem sentir seguros dentro do frágil universo das defesas e certezas do ego. Elas nos mantêm limitados e subordinados a atitudes medíocres e aprisionadas num mar de condicionamentos insensatos.









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