UOL Estilo UOL Estilo
Asanas e manobras para Lombar

 
 

Asanas e manobras para Lombar



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 10h55
Hoje - Yoga para dores lombares

 
 

Hoje - Yoga para dores lombares

 

Hoje estou trabalhando em um workshop com yogasanas sobre a coluna lombar. Não raro os praticantes de yoga encontram limitações nas posturas de extensões da coluna.
No nosso dia a dia utilizamos comumente as flexões para a frente e torções do tronco envolvendo a coluna mas não utilizamos as flexões para trás, talvez, exceto quando estamos nos espreguiçando. No entanto tenho dito aqui no blog do yogue o quanto importante e benéfica são as flexões para trás.


Importância das extensões da coluna

Haja  visto que com o tempo o corpo humano vai se curvando para a frente. Vemos isso em idosos e mesmo em jovens e adultos com má postura. Não fosse somente as dores no  ombros, escápulas e pescoço, isto enrijece os músculos ligados a coluna toráxica e coração. A coluna para manter-se sadia e jovem deve flexionar também com regularidade  para trás. E como fazer isto evitando as dores?
 A resposta da pergunta veremos hoje a noite no Yoga Dham em São Paulo bem como veremos como reduzir as dores na região lombar.


USHTRASANA - significa postura do camelo


Fato ocorrido em sala de aula.
Anos atrás estava dando um workshop em Campinas e verifiquei que uma aluna de 60 e poucos anos não estava fazendo uma postura para trás, ushtrasana a posição do camelo (foto acima) . Quando a questionei fiquei sabendo que era professora de yoga, e a convidei se  não gostaria de fazer o ushtrasana. Ela me respondeu que  não fazia aquela postura há mais de 08 anos por causa da dor na lombar e conseqüentemente não ensinava direito para os seus alunos. Mostrei a ela alguns  poucos recursos, do método Iyengar, de algumas ações musculares, que a levaram a um alinhamento interno e  ela conseguiu na hora faze-la sem dor. Seus olhos me miraram espantados e depois gratos




em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 09h38
India: solidariedade sem discriminação

 

Quero saber quando esta novela na TV da Índia vai acabar? Deve ter muita informação sem pé nem cabeça sobre a India.
Por ser professor de Yoga e já ter ido várias vezes a Índia volta e meia sou questionado das coisas mais estranhas sobre seus usos e costumes.
Hoje li este trecho do escritor uruguaio que pelo que percebi serve para os conhecedores da Índia confundidos   pela novela.
Mostra um aspecto humano daquela cultura.

 


 Image: Mumbai train.

 


“Os trens de Bombaim, que transportam seis milhões de passageiros por dia, violam as leis da física: neles entram muito mais passageiros que os passageiros que neles cabem. Suketu Mehta, que sabe dessas viagens impossíveis, conta que depois que parte cada trem lotadíssimo, há gente que o persegue correndo. Quem perde o trem perde o emprego,
E então, dos vagões brotam braços, braços, braços que saem pelas janelas ou pendem dos tetos, e ajudam os relegados a subir. Esses braços do trem não perguntam ao que chega correndo se é estrangeiro ou nascido aqui, nem perguntam que língua fala, nem se acredita em Brahma ou em Alá, em Buda ou em Jesus, nem perguntam a que casta pertence, ou se é de casta maldita, ou de casta alguma.”  Eduardo Galeano – Espelhos -

 

 

 

 



em Viagens e programas
Sandro Bosco às 17h42
O conhecimento de Si próprio.

“Seria mais fácil enrolar o céu com um paninho,
do que obter a verdadeira felicidade
 sem o conhecimento de Si próprio.”
UPANISHADS


 Na continuação da reflexão do post  de ontem temos este valiosos ensinamento dos sábios yogues da floresta ta Índia antiga que escreveram os Upanishads.



Uma vez uma aluna me trouxe a pergunta se “conhecer a si próprio”, como prega o Yoga, se fazia através de terapia? 


Uma vez uma professora de filosofia da minha escola estava na Índia conversando com uma swami (monja) muito sábia que lhe alertou que para ensinar os Yoga Sutras de Patanjali não se pode fazer como um método de  uma especulação intelectual e não está no âmbito de um aprofundamento dialético do aforismo de Sri Patanjali.



Conhecer a si próprio passa pelo espaço onde você conhece seus impulsos condicionados, as entranhas do seu caráter e personalidade, mas o auto-conhecimento que se obtém pela prática da meditação e do yoga é a descoberta e o convívio com  a luz da consciência  - chaitanya prakash - . Esta luz nos dá o poder de testemunhar nossos próprios pensamentos e  emoções e perceber que não somos os pensamentos. Quando eu percebo que não sou os pensamentos este “eu” que percebe e que  pode dizer isto, se revela como a própria luz da consciência  - chaitanya prakash -  e é ela que ilumina e me dá o poder de enxergar, sem os olhos, do que é feito meu Ser interior. É quando o praticante vive o primeiro ensinamento  de Sri Patanjali – “Yoga é a parada das ondas mentais (pensamentos)”.


 



Sandro Bosco às 18h16
O que é a meditação?

 
 

O que é a meditação?

Contentamento: fundamental no yoga  02/09/2009 18:05
COMENTÁRIO DO POST DE 02 DE FEVEREIRO

Oi Sandro, Toda vez que eu acordo eu sinto exatamente como você descreveu no post e depois de um tempo os pensamentos invadem e essa sensação suave de tranquilidade plena passa. O objetivo da meditação é justamente atingir essa sensação, mas de maneira consciente? Abraços
Elias |  02/09/2009 21:40


Elias demorei para responder seu comentário pois queria publicá-lo. Sua pergunta sobre o objetivo da meditação é interessante, é rica porque vem da sua experiência.
Algumas pessoas meditam porque a saúde melhora, pois a prática, por exemplo, reduz os sintomas negativos do estresse, melhora a pressão arterial alta e outros benefícios também ocorrem. Contudo mais cedo ou mais tarde se você persevera, a meditação traz algumas percepções de um universo que podemos chamar de espiritual. Por que espiritual? Espiritual porque está além da compreensão mental do mundo das pessoas e da natureza que nos cerca. Esta além das religiões porque independe se você é adepto de alguma religião ou se você é ateu. É a descoberta e vivência em um universo interno que pode e deve ser traduzido em palavras mas nem sempre traduz a experiência vivida na meditação mas ao menos nos aproxima do entendimento e constatação deste mundo interior. A verdadeira meta da meditação portanto é conhecer nossa verdadeira natureza, nosso ser interior, que é a nossa própria consciência. No yoga chamamos deste Ser interior de atma ou “o testemunho”, que como você descreve, é aquele que pode perceber o estado sem pensamentos, por exemplo, quando você acorda e testemunhar o que está ocorrendo dentro e fora de você e que não é o pensamento. Obrigado pelo seu comentário.


 

 

 



em Espiritualidade
Sandro Bosco às 15h53