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Este caminho tem coração?

 "Antes de embarcar nesta viagem, pergunte: esse caminho tem um coração? Se a resposta for "não", você saberá e deve procurar outro caminho ... Um caminho sem coração nunca é agradável. Você tem de se esforçar muito até mesmo para entrar nele. Por outro lado, um caminho com coração é fácil,

você não precisa se esforçar para gostar dele." - Carlos Castañeda.

 

  


Apesar da super valorização do corpo na nossa cultura ocidental, nas muitas vaidades cultuadas em cima das aparencias do corpo na sociedade brasileira e na consequente tendência da maioria da pessoas de conhecer Yoga tão somente como asanas  - posições - e pranayamas - controle da respiração - estes são apenas instrumentos para conhecermos a nossa própria energia interior nos reinos da "Consciência". No Shivaismo do norte da India há um texto de Yoga antigo chamado Pratyabhijña-hrdayam  - A Ciência do reconhecimento  do caminho do coração - . Nele o sábio Kshemaraja nos transmite a noção de que o yoga é o reconhecimento da nossa verdadeira origem ou natureza interior para encontrarmos o caminho do coração. Sem o caminho do coração que é o caminho do Yoga, a vida torna-se árida, os relacionamentos vazios e interesseiros, os comportamentos meramente egóicos e condicionados e o trabalho uma mera tarefa de sobrevivência. Sem este reconhecimento do coração, do amor, você não sabe aonde está indo. Talvez você tenha a certeza de que chegará em algum lugar mas não sabe que não vai encontrar a satisfação que procura. Aí encontro esta manhã nas calmas palavras do mestre de Carlos Castañeda a indicação simples e acessível para que cada um de nós antes de decidir por uma viagem, seja ela uma nova amizade, um professor, um local, uma linha de yoga, uma viagem, um método de cura, um emprego pergunte-se: "... este caminho tem coração?"


 

 

 

 




Sandro Bosco às 08h39
Agradeça ao seu professor de yoga

Hoje recebi pelo dia do professor doces lembranças de algumas pessoas muito queridas.
Agradeço a elas de coração mais uma vez.
É sempre tocante reconhecer a gratidão e lembrar que é talvez o sentimento mais poderoso que um ser humano possa sentir.
Coincidentemente hoje cedo (não havia lembrado que hoje era o dia) em minha meditação matinal, utilizei o mantra da gratidão e passo a passo fui caminhando com a minha mente e agradecendo a tudo e a todos que pude agradecer que me ensinaram a transpor as barreiras da ilusão e da inconsciência. 
Parecia uma caminhada em minha própria mente e fui entrando em um profundo silêncio interior e me sentindo,calmo, seguro, confiante e rico, muito rico.
Sempre os yogis me ensinaram que as maiores riquezas estão lá dentro, que a satisfação que eu busco nas coisas de fora ... está lá dentro. Após a meditação estava num grande bom humor e contentamento. Agradeço a mim mesmo de ter lembrado de agradecer.
É uma mágica espetacular! Poderosa! Transformadora!
Muita luz aos mestres e professores do bem !!!



Sandro Bosco às 15h05
Yoga para a memória

 
 

Yoga para a memória

 

Yoga e a postura da tartaruga  

Comentário em 13/10/2009 16:37

Uma de minhas alunas me pediu uma orientação de ásanas para a memória, logo pensei nas invertidas, porém ao analisar o caso específico dela me deparei com a pressão alta? E agora como podemos conciliar os dois? Posso passar o seu comentário no meu blog?
Adriana | a2maia@uol.com.br | http://bem-bom-adriana.blogspot.com/ |  13/10/2009 18:39


 Adriana

A postura invertida mais recomendada para a memória é o sirshasana – apoio sobre a cabeça -. no entanto, como você bem lembrou, ela não é diretamente recomendada para quem sofre de pressão-alta. O sarvangasana - apoio sobre os ombros  - (literalmente significa posição que trabalha com todas as partes do corpo) é excelente para a pressão alta se introduzido lentamente e com observação e cuidados necessários, o que pode demorar alguns meses dependendo da pessoa. Uma vez que o praticante persista e melhore da pressão alta com a prática deste asana então ela(e) estaria apto para aprender  e praticar o sirshasana. As posturas invertidas são excelentes em seus múltiplos e poderosos benefícios mas além de serem contra-indicadas na pressão alta são também contra-indicadas durante o período menstrual, alteração na pressão ocular, pressão no aparelho auditivo ou cefaléia.

Obrigado pela pergunta e comentário. Para passar para o seu blog conforme você pede, por favor coloque o link ou menção do Blog do Yogue.

Namastê


 

SALAMBA SIRSHASANA

                                                    SALAMBA SARVANGASANA




em Saúde: corpo e mente
Sandro Bosco às 18h01
Workshop: Asanas para ombros e pescoço

 
 

Workshop: Asanas para ombros e pescoço

 

Que tal participar deste workshop e estudar posturas de correção e prevenção? Participe!

Dia 06 de novembro. Inscreva-se. Mais informações pelo site: www.yogadham.com.br.

Até o dia 30/10 R$ 80,00 para não alunos e R$ 60,00 para alunos da Yoga Dham.

 



em Aprender e ensinar
Sandro Bosco às 11h12
Yoga e a postura da tartaruga

 
 

Yoga e a postura da tartaruga

                                                                            foto Roberto Setton

KURMASANA -

A postura da tartaruga nos traz literalmente para dentro. Assim como uma tartaruga de verdade a postura  restringe nosso campo de percepção através dos órgãos do sentidos, que ficam limitados a pouca movimentação que a posição permite.
Os simbolismos acompanham os yogasanas – posturas de yoga -  nos remetendo a interpretações do vários significados que possam surgir em uma visão mais ampla e investigativa. Assim como a tartaruga representa a condição de pratyahara que é quando o praticante de yoga volta os seus sentidos para dentro tal qual a tartaruga que recolhe-se em si mesma, também representa em algumas culturas a longevidade. Este animal nos passa a rigidez e dureza do corpo e de seus movimentos e quando nos sentimos ou estamos assim é quando estamos com os músculos enrijecidos. Este enrijecimento do corpo físico vem tanto da falta de movimentos bem quanto do excesso de tensão que decorre dos medos de enfrentar, de reagir, de entregar-se e de existir na vida em sua plenitude.
Também lembrando dos seus passos lentos e firmes podemos refletir o quanto podemos pisar firme e seguros quando não estamos em um ritmo desenfreado  e assim viver e fazer uma coisa de cada vez que é em última instância o princípio da concentração.


 



em Espiritualidade
Sandro Bosco às 16h37