Blog do Yogue

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Sobre o blog

A idéia deste meu blog é trazer o mundo do yoga e da meditação mais perto do seu cotidiano.

Adoro responder e investigar sobre este assunto, pois é uma forma preciosa de conhecer mais este universo.

Este nome “blog do yogue” é porque vamos aproveitar a sabedoria de muitos e muitos yogues do passado e do presente para rechear e iluminar o nosso dia a dia. Yogue para quem não sabe é um sábio. E mais propriamente é aquele que chegou lá! Chegar lá no yoga é uma das muitas coisas a se saber...

18/02/2011

Como ensinar Yoga?

 

Queridos visitantes desta blogosfera estou de saída para o Embu no convento onde praticamos no final de semana Iyengar Yoga e meditação pelo Curso para Formação de Professores do Yoga Dham.

Nosso final de semana lá vale pela fantástica imersão no yoga que proporciona a todos, tanto aos que estão indo pelo curso como os que estão indo pela pura imersão e prática do yoga e da meditação. 

Mas deixo aqui para vocês um presente. Acesse este link do site da Revista Prana Yoga Journal e leia o artigo especial para professores de yoga,  mas que é rico a todos os que se interessam por este Caminho.

Bom fim de semana!

"Como ensinar Yoga " na minha coluna. 

Acesse:  http://yogajournal.terra.com.br/show_coluna.php?id=1081

 

 

 

 

Por Sandro Bosco às 12h31

12/02/2011

Aprendendo a meditar

 
 

Aprendendo a meditar

Uma aluno me perguntou se poderia praticar meditação deitado. Respondi que tanto sentado ou deitado, na meditação é necessário que ocupemos a função do 'observador' e deixemos de lado, pelo menos por o tempo que for possível, a condição de ‘pensador’. Quando você senta para meditar a coluna ereta não tem uma posição estética e sim funcional. Uma vez ereta ela torna o cérebro alerta  erguendo o diafragma e assim traz a respiração para uma condição que  deixa você mais alerta e menos sonolento.
No início talvez você possa experimentar meditar deitado e ter alguma experiência de valor com este exercício mas  logo verá que pode adormecer e não saberá quando perdeu a função do ‘observador’, um requisito para meditar.
É necessário um preparo físico para você sentar por tempo prolongado e manter a coluna ereta sem cansaço e o corpo imóvel.
Este preparo você obtém com máxima competência com a prática bem orientada dos yogasanas – as posturas de yoga -.
Costumo lembrar que a meditação não pertence a ninguém tampouco a nenhuma tradição pois pertence a todas elas. As maneiras e métodos em toda a história que os mestres  trouxeram para que a mente humana silenciasse para que se possa assim conhecer a  verdadeira natureza interior foram e são muitas. È necessário verificar  a que mais convém a você mas isto não ocorre sem que você experimente por um bom tempo e sem pressa um determinado método.
Boa prática!

SHAVASANA - postura do cadáver


SVASTIKASANA - postura auspiciosa


Os textos e fotos deste blog são reservados aos direitos de publicação dos fotógrafos e do autor, Sandro Malburg Bosco, e não devem ser copiados ou reproduzidos sem autorização

Por Sandro Bosco às 17h59

09/02/2011

Casa e comida para a vítima.

 
 

O círculo Vermelho

Conta uma história do Zen que havia um certo monge que, toda vez que tentava meditar, era incomodado por uma aranha. Procurou então seu o mestre e disse:
 - Sempre que tento meditar me aparece uma aranha e não consigo me  livrar dela. O que devo fazer?
Respondeu o mestre:
 - Na próxima vez que se sentar para meditar e a aranha surgir para perturbá-lo saque rapidamente um pincel e tinta e pinte um círculo na barriga do animal.
Então verá que tipo de monstro é.
O monge assim fez. Quando veio a aranha, ele rapidamente pintou-lhe na barriga um círculo vermelho, e a aranha desapareceu, deixando-o finalmente  meditar em paz.
Quando o monge terminou, saindo de sua profunda concentração, a primeira coisa que viu foi um círculo vermelho pintado em sua própria barriga, descobrindo assim que ele mesmo era a aranha que lhe perturbava a meditação.


Já comentei esta parábola antes e hoje ela me remete a procura constante e inconsciente dos humanos por um algoz. Na vida isto é comum para não dizer constante.
No yoga e na disciplina que leva ao yoga e a meditação este é um alicerce por onde se constrói  e se ergue “a vítima”. Volto e meia eu ouço:
- Ah ... não consigo meditar por que não sobra tempo.’  - Algoz? Minha vida atribulada que me domina.
 - Ah ...  minha prática de yoga foi por água a abaixo por que agora estou morando muito longe da minha professora de yoga. -  Algoz? A distância.
 - Ah ... sempre que sento para meditar vem o meu gato e fica em volta de mim pedindo carinho.  - Algoz? O monstruoso gatinho.
 - Sempre que começo a praticar os meus yogasanas parece que todo mundo adivinha e o celular não para de tocar. -  Algoz? Os outros.
Vítima e algoz uma dupla que se completa e por onde corre um rio Amazonas de desculpas.
O monge acima só precisou de um bom mestre, um pincel e tinta para perceber que a questão está nele mesmo e não fora e que o algoz dele era ele mesmo.
E você também da casa e comida para "a vítima" dentro de você?


Os textos e fotos deste blog são reservados aos direitos de publicação dos fotógrafos e do autor, Sandro Malburg Bosco, e não devem ser copiados ou reproduzidos sem autorização.

 

Por Sandro Bosco às 13h31

06/02/2011

Práticas yogues com o poder da natureza

Já passa uma semana do retiro de yoga e meditação de 07 dias em Pucón / Chile e os efeitos daquela jornada ainda reverberam em todo o nosso grupo de praticantes .

Este é o poder do yoga sangham e da meditação!

Quando as um grupo de yoga - sangham - se reuni com esta finalidade e claridade de propósito - o de conhecer a verdade -  gera-se um poder incalculável.

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A natureza desta região chilena é poderosa e nos favoreceu em todos os aspectos das nossas práticas yóguicas.

Ritual às profunfezas da Mãe Terra - o grupo caminha nas cavernas vulcânicas.


Foi uma poderosa experiência de paz!

 


Por Sandro Bosco às 00h43

Sobre o autor

Sandro Bosco

Certificado internacional de Iyengar Yoga. Ensina e pratica yoga e meditação há mais de 40 anos, coordena a escola Yoga Dham. Neste blog compartilha regularmente todas estas experiências.

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