Blog do Yogue

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Sobre o blog

A idéia deste meu blog é trazer o mundo do yoga e da meditação mais perto do seu cotidiano.

Adoro responder e investigar sobre este assunto, pois é uma forma preciosa de conhecer mais este universo.

Este nome “blog do yogue” é porque vamos aproveitar a sabedoria de muitos e muitos yogues do passado e do presente para rechear e iluminar o nosso dia a dia. Yogue para quem não sabe é um sábio. E mais propriamente é aquele que chegou lá! Chegar lá no yoga é uma das muitas coisas a se saber...

27/05/2010

A lua cheia de maio

 
 

A lua cheia de maio

 Hoje é um grande dia, a lua cheia de maio, data em que se comemora o aniversário de nascimento do grande yogue, o mestre siddha,

 Swami Paramahamsa Muktananda (1908 - 1982) ou Baba Muktananda como o chamavam carinhosamente seu discípulos.

Ele teve seu mahasamadhi em 1982  - momento em que o yogue deixa conscientemente seu corpo físico - mas 06 meses antes passou o poder espiritual da linhagem de mestres siddhas à Gurumayi Chidvilasananda tornando-a sua sucessora. Nos anos 70 ele trouxe, através de tres sucessivas turnes mundiais, a meditação Siddha para o ocidente e que se disseminou em centros e ashrams espalhados por todo o mundo. Baba Mukatananda costumava ensinar:

"Ame o seu próprio Ser. Medite em seu próprio Ser, Deus habita em você como você mesmo"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

visite: http://www.siddhayoga.org/

Por Sandro Bosco às 07h28

10/05/2010

O yoguin pergunta: Quem sou eu?

 O discípulo perguntou: -  Mas do que é feito o ego? Onde ele está?
 - É difícil muitas vezes separar o ego da mente , diz o mestre. Ele se torna a mente uma vez que ela é o seu principal instrumento.
 - “Mas não vejo a mente como algo ruim pois ela também me traz coisas boas”, argumenta o discípulo.
 -  Não se trata propriamente de mal ou ruim, mas sim do que traz limite e expansão. Por exemplo: se você diz e repete “Eu sou”, esta noção do eu, é a função benéfica do ego e pode levar você ao estado de meditação ou silêncio interior onde a consciência expande lhe dá a  percepção do Todo, onde você se sente do tamanho do universo. Mas se você diz: eu sou João, eu sou Maria, eu sou a professora, eu sou o aluno, neste momento você fala pelo ego inferior que lhe traz a noção do limitado, você se identifica com a noção de que você é apenas isto. Para um aspirante à verdade, a prática da repetição do “Eu sou” revelará a ele(a) a noção da existência ilimitada e infinita. O mestre continua:
 
- Se você pratica o yogasana, shavasana – a postura do cadáver -, você pode ter ou talvez já teve, a experiência do ego superior. Os yogues deram este nome não só porque shavasana é uma postura sem movimentos, como um corpo morto, mas porque nela você pode ter a experiência yogue, única e super gratificante de viver sua verdadeira essência, como quando o corpo físico morre. Durante um mero relaxamento obter a experiência de que não está preso ao sexo masculino ou feminino, nem a profissão, nacionalidade ou papel na sociedade. Você poderá, no shavasana, em um espaço de tempo que não saberá dizer quantos segundos ou minutos, sentir que existe pura e simplesmente, que você existe mesmo sem este corpo físico e mental.
 


(foto - R.Setton) - SHAVASANA  - postura do cadáver 


“Deitar-se no chão, estendido como um cadáver, é a chamada Shavasana. Remove a fadiga causada pelos outros asanas e induz a calmaria mental”.
(versículo 32 – capítulo 1 da 'Hatha Yoga Pradipika' – escritura do século XIII  ) - Light on Yoga  - B.k.S.Iyengar


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Por Sandro Bosco às 18h25

Sobre o autor

Sandro Bosco

Certificado internacional de Iyengar Yoga. Ensina e pratica yoga e meditação há mais de 40 anos, coordena a escola Yoga Dham. Neste blog compartilha regularmente todas estas experiências.

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