“A meditação não é um meio para atingir um fim, é tanto o meio como o fim”


Gosto muito desta frase pois é quando a mente dual entra em um beco sem saída. A busca não é um meio é o próprio fim. O caminho já é a chegada. O Caminho, o Tao, como ensina o lendário sábio chinês Lao Tzu, é tão pleno como o caminhar.

Sempre volto a repetir aos alunos que quando eles me dizem "vou tentar fazer a postura" eu digo “você não está tentando fazer o yogasana – a postura de yoga – quando você começa você já está fazendo”, tentar já é fazer! Meu cuidado em alertá-lo é porque 'tentar', fica no limite de 'conseguir ou não conseguir', 'êxito ou não êxito', e isto é apenas o limitado jogo da ilusão da mente, pois ao começar você já conseguiu. Sempre é possível e saudável questionar a própria mente pois seu conhecimento baila ao som da música da relatividade. E a resposta vinda da mente é incompleta pois é relativa, quando a resposta vem o silencio interior do yoga, do vazio  - sunya – da meditação, é plena, pois vem do ‘além da mente’. Questões do tipo “será que eu estou meditando?” só engordam o ego mental e engrossam a barreira entre você e a realidade. Que realidade que estou falando? A realidade do momento presente, a relidade livre do sofrimento humano. A prática do yoga não é um meio, é tanto o meio como o fim.

Mas, por favor me pergunte:

 - Como algo pode ser tanto bonito como feio? Tanto o meio como o fim? Tanto dia como noite? Tanto doce como salgado? Tanto prazeroso como doloroso? Tanto sim como não?

 - Não pode!  Senão no espaço além das fronteiras limitadas do ego mental.