Blog do Yogue

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Sobre o blog

A idéia deste meu blog é trazer o mundo do yoga e da meditação mais perto do seu cotidiano.

Adoro responder e investigar sobre este assunto, pois é uma forma preciosa de conhecer mais este universo.

Este nome “blog do yogue” é porque vamos aproveitar a sabedoria de muitos e muitos yogues do passado e do presente para rechear e iluminar o nosso dia a dia. Yogue para quem não sabe é um sábio. E mais propriamente é aquele que chegou lá! Chegar lá no yoga é uma das muitas coisas a se saber...

17/07/2013

Pranayama yogue e a qualidade do ar

 
 

Pranayama yogue e a qualidade do ar

Nessa época do ano  tendemos a praticar mais pranayamas (respiratórios)  pela dificuldade que é respirar no inverno em algumas regiões do Brasil, onde pode ocorrer mais dificuldades nessa area e afecções do parelho respiratório. Por isso resolvi publicar essa conversa recente com um visitante desta blogosfera.

Professor Sandro, excelente seu blog, meus parabens. Tenho uma duvida sobre exercicios respiratorios, diversas vezes qdo faco respiracoes profundas seguidas mesmo sem reter o ar, acabo ficando com os sintomas de uma gripe, com espirros, nariz trancado e as vezes febre.  Tem alguma ideia de porque reespirar mais profundamente pode me causar isso? Obrigado, e parabens pelo blog Rogerio /   16/07/2013 18:00



Resposta:Rogerio, nessa época do ano o ar está mais seco em todo o sul e sudeste do Brasil, por isto tente fazer o exercício respiratório com um umidificador de ambiente próximo para facilitar a respiração. No geral em todas as épocas do ano observe o melhor horário para os pranayamas que é antes do amanhecer, pelo mesmo motivo: o ar está mais puro e úmido. Se o problema persistir, um professor experiente ao seu lado pode verificar como você está fazendo e orientá-lo melhor. Obrigado pelo seu comentário. Sandro

Por Sandro Bosco às 17h40

31/01/2013

Postura de relaxamento de 06 dias

 
                                                                                                                                                                                                                                                                                       Saúde e Bem- estar

O retiro de 06 dias me trouxe muito contentamento ao ver como chegamos e como saímos. Foi um processo contínuo e rápido de entrega nas práticas de meditação e yoga. Não parecia mais que as pessoas faziam os asanas - posturas - mas que os asanas estavam fazendo as pessoas. Me refiro com isso que a nossa rotina saudável e orgânica foi afrouxando nossas resistências mentais e físicas. Cercados de riachos, trilhas na mata e cachoeira, a presença do som e movimento da água pura era constante. A abundância das chuvas intermitentes de verão banhando toda a grama, todas aquelas mangueiras e paineiras, lavando a paisagem das montanhas e refrescando o calor das nossas práticas yogues. O sol forte entre nuvens movimentanto a umidade nas folhas e amentando o brilho de todo aquele verde molhado ... foi dando um suporte a esse relaxamento constante. Foi como um shavasana - postura de relaxamento  - de 06 dias e 06 noites. Dessa forma não houve como não criar um sanga ( boa associação entre as pessoas) de muita auto-entrega e amor. Obrigado a cada um dos participantes, à mãe natureza, e a sabedoria dos yogues que nos guiou.

 


Por Sandro Bosco às 08h27

17/01/2013

A consciência no corpo

 
 

A consciência no corpo

Diz a sabedoria yogue ‘O corpo é como um campo’; o que você plantar nele florescerá. No mesmo terreno, você pode construir uma quadra de esportes ou uma casa noturna,  uma maternidade ou um cemitério, um restaurante ou uma horta. Nada o campo, a terra, lhe negará. Assim também é o arbítrio que você tem sobre seu próprio  corpo, você pode expandir sua vitalidade ou exaurí-la, para isto é preciso conhecê-lo melhor e refletir sobre o poder contido nele.

Em alguns dias estarei conduzindo um retiro especial nas montanhas de São Francisco Xavier praticando yoga e meditação. Nosso norte de trabalho será o tema a “Consciência no Corpo”. A partir do desenvolvimento da consciência no corpo pelas práticas do yoga ele se torna mais integrado à vida, adaptado ao local que você mora, respeitando o seu ritmo interno e multiplicando os momentos de paz e alegria.

 

FOTO  - ROBERTO STRAUB

Saiba mais - www.yogadham.com.br


Por Sandro Bosco às 22h10

03/10/2012

Yoga versus estresse

 

 

O estresse ocorre quando nos afastamos do nosso centro. Esta é um frase de efeito e pode até ser acolhida por uma boa parte das pessoas que viveu um período de estresse forte em sua vida ou está vivendo, mas, fica uma pergunta com uma sensação no ar: "Oque é este 'meu centro'?".

Esta é uma questão profunda e que o yoga propõe que seja desvendado agora, sim, no exato momento presente mas, que seja construído por toda uma vida. Por tantos anos ouvindo alunos se queixarem dos males negativos do estresse, me parece  que todos nós temos uma noção do que é este "centro" este "cerne", mas ele é fugidio. Se você fêz uma boa prática de yoga ou hoje o seu professor estava inspirado e deu uma aula completa, você pode ter sorte de no final desfrutar daquele estado  (normalmente pós-relaxamento) onde fica um sentimento que nada mais falta para você e com a frase tão especial na sua mente "estou me sentindo completo, sem fome, sem desejos, sem frustações, e calmo bem calmo". Bem, o cerne do seu próprio corpo é isto mas não só isto. Com a prática de yoga você percebe que este estado de completude que acabei de tentar descrever acima, tem outras camadas diferentes da primeira que você experimentou, ou ainda mais profundas e portanto mais completa. Uma calma ainda mais profunda e junto (no mesmo pacote) uma sensação de satisfação ainda maior. O estresse toma conta de você sim quando você se afasta deste seu cerne, quando não existe mais em você momento presente, só passado ou futuro. A prática regular dos yogasanas - posturas - tem um poder destrutivo sobre os efeitos negativos do estresse e isto se dá por um fortalecimento gradativo do sistema nervoso.

Lembre-se do sábio quando diz que "o que estressa o ser humano não são os eventos da vida mas como você encara estes eventos".


 

foto - Roberto Setton

Setubandha sarvangasana - significa postura da construção de uma ponte em sarvanga (sarva quer dizer 'todas' e anga 'as partes do corpo')

Benefícios - acalma combatendo a ansiedade e ajuda a desacelerar a respiração e a mente


 

Veja mais sobre yoga e estresse na TV UOL - http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=professor-de-ioga-ensina-posturas-que-combatem-o-estresse-04028C183364C0993326

 

Por Sandro Bosco às 07h00

26/09/2012

Yoga da TPM ao RPM

 
 

Yoga da TPM ao RPM

 

Os yogasanas  - posturas  - para TPM não precisam ter só a finalidade de aliviar as tensões e com isso atenuar os sintomas ruins deste período. Mais do que isto eles  - yogasanas - podem ser uma porta à sensibilidade de cada mulher, uma acesso único à sua feminilidade mais íntima mais secreta e mais verdadeira. Os efeitos benéficos do yoga são o suficientemente poderosos  para transformar a TPM em RPM  - relaxamento pré menstrual - . É ímpossível a mulher exercer todo o seu poder na sociedade e na sua relação afetiva sem conhecer melhor o poder desta 'energia interna feminina' e as posturas criam e expandem a relação pessoal da mulher consigo mesma, com seus ciclos, seu corpo, suas emoções e sua libido.  É como uma amizade que se estabelece consigo mesma e vai se fortalecendo quando a mulher pratica as posturas com uma atitude de carinho e auto-investigação. Há um sábio indiano que diz que se as posturas de yoga não curarem pelo menos podem trazer paz e entendimento à questão da doença. Mas ao aplicar este ensinamento à TPM temos que adapta-lo uma vez que TPM não é uma doença, mas, traz problemas com o corpo e com o desempenho em geral. A medida que o yoga trouxer à mulher mais sensibilidade ao próprio corpo no momento da TPM este entendimento da natureza feminina e essa paz  - possível -  ganharão mais espaço e reconhecimento.

 


 

foto - Roberto Setton


UPAVISHTA KONASANA - siginifica postura sentada do ângulo

 

Benefícios à mulher - estabilidade emocional, melhora a secura vaginal,  suaviza as ondas de calor.

Veja na TV UOL  - Yoga para TPM -

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=sofre-de-tpm-veja-posturas-de-ioga-para-aliviar-os-sintomas-04024C1B3866C0993326

 


 

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Por Sandro Bosco às 16h17

06/09/2012

Descanse a mente e ganhe saúde

 
 

Descanse a mente e ganhe saúde

Há um princípio na sabedoria antiga indiana que nos ensina que o que mais adoece o ser humano é comer demais e pensar demais. Com esta preciosa dica verifique o quanto estes dois dispêndios excessivos de energia estão em relação ao seu dia a dia. Se você sente estar longe desta moderação natural, lembre-se que nada está perdido, é só você lembrar o quanto sua mente está lúcida e calma quando você acaba uma prática de yoga. É bom observar também quantas vezes você termina a sua aula de yoga e se sente satisfeito, sem fome nenhuma. Bem não só de pão e água vivemos, há outras fontes que também nos alimentam, nos nutrem, e o yoga é uma ferramenta e um caminho. Aproveite agora e dê a si uma breve pausa : assista este vídeo na TV UOL e sinta um gostinho dos efeitos dos yogasanas - posturas - para o cansaço mental.

Assista - http://migre.me/aB0ya


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Por Sandro Bosco às 08h22

18/02/2012

A consciência é maior que a mente

 
 

A consciência é maior que a mente

 

Hoje é aniversário de Sri Rmakrishna um grande yogue da India do final século IX da cidade de Calcutá. Ele pregava que todas as religiões e tradições tinham um só objetivo e que eram apenas caminhos diferentes para um mesmo destino.
Como sábio oriental também tinha o hábito de ilustrar a essência de muitos dos seus ensinamentos com parábolas.
Sri Ramakrishna vivia em um estado de consciência muito elevado e expandido e assim surpreendia tanto a buscadores como aos céticos com sua visão ampliada da mente humana, do mundo e da vida.
Uma das parábolas  que eu gosto é a da ‘Rã e do poço’.
 Conta que uma rã que vivia em um poço recebe a visita de uma outra rã e assim começa o diálogo entre as duas:
 - De onde você vem?
 - Venho do mar.
 - E o que é o mar?
 - O mar é uma água bem grande.
 - Grande quanto, maior que esse poço?
 - Maior que esse poço, você está brincando comigo? O mar é muito e muitas vezes maior do que esse poço. 
A rá do poço desconfiada e incrédula insiste abrindo e esticando os braços e as pernas ao máximo:
 - Maior assim ?
 - Você não está entendendo o mar é maior do que qualquer tamanho de água e assim é muito maior do que esse poço.

 - Vá embora daqui sua rã mentirosa não há nada maior do que esse poço!


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Por Sandro Bosco às 07h31

11/02/2012

A certeza funciona? Quanto ?

 

Uma vez uma aluna nova me perguntou antes de se inscrever nas aulas regulares se era certeza que praticando yoga ela acabaria com a ansiedade dela. Eu respondi que a vontade de acabar com ansiedade pode tornar-se um bloqueio para melhorar e assim continuar ansiosa.
Com o tempo vendo-a nas aulas praticando pude ver que ela estava percebendo que não funcionava colocar a ansiedade na frente da aula, nem a frente de cada yogasana –postura de yoga - .
A certeza no yoga e na meditação deve estar no ‘fazendo’ e não no ‘feito’.
Muitos sábios da Índia alertam que o destino aonde se quer chegar e o caminho que você está  percorrendo agora são a mesma coisa. Ambos são yoga, ambos são meditação.
Talvez para um brasileiro ou ocidental não faça sentido praticar yoga sem ter uma expectativa de resultado. Eu concordo e sou sempre o primeiro a lembrar o aluno em aula a perguntar-se: - Por qual motivo mesmo eu estou aqui?
No entanto esta pergunta deve ser um norteador e uma ignição interna com uma nova atitude frente a uma mente que normalmente está com tantos pensamentos dispersos e causadores de tensões desnecessárias.
No yoga a certeza deve estar mais na ação, na prática, do que no resultado.  Quanto mais certeza na ação mais aberto você estará para melhores resultados na sua saúde física e mental. Para a maioria de nós, quanto mais tangíveis os resultados mais cresce a certeza no yoga.
Certeza se não sustentada pela prática torna-se volátil. 
Uma vez Nasrudin estava bêbado de madrugada e voltando a pé para casa parou e  tocou, tocou e insistiu na campainha na porta de um sobrado. O morador, seu vizinho, abriu a janela do andar de cima e gritou:
 - Nasrudin, você não vê que está não é a sua casa? Você deveria estar tocando na porta ao lado.

Nasrudin retrucou:
 - Como que você pode ter certeza se não é você que apareceu na janela errada?


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Por Sandro Bosco às 08h40

16/01/2012

Conta uma história Zen

 
 

Conta uma história Zen

De onde?

 

- Todas essas montanhas, todos esses rios, a própria

terra, de onde vêm? – pergunta o discípulo.

          E o mestre:

          - E a tua pergunta,de onde vem?

Por Sandro Bosco às 23h33

09/11/2011

Yoga te traz liberdade?

 
 

Yoga te traz liberdade?

Parábola da Liberdade
(Uma história de Gurdjieff)
________________________________________
Era uma vez um homem que possuía milhares de ove-
lhas e tinha muitos problemas com elas. De vez em quan-
do uma se extraviava expondo-se, assim, aos ataques dos
animais selvagens.
        Então, ele consultou um sábio e este lhe sugeriu usar
cães de guarda. Os cães foram adestrados, para não permi-
tirem, em nenhuma hipótese, que uma ovelha se desgarras-
se. E aquela que o tentasse era morta pelos cães.
         Porém, aos poucos, os cães foram se acostumando a
matar e começaram mesmo a gostar disso. Os protetores
tornaram-se assassinos e o dono das ovelhas teve que
voltar ao sábio.
          - Irei até lá – disse o sábio.
          E, de fato, foi. Então, o sábio começou a hipnotizar
as ovelhas?
          - Vocês estão acordadas, alertas e livres. Vocês es-
tão livres. Não são propriedade de ninguém. São livres.
          Assim, as ovelhas permaneceram nesse estado hip-
nótico e nunca mais fugiram. Não tinham mais vontade
de escapar porque não se sentiam mais na prisão. Acha-
vam-se senhoras de si mesmas e, quando uma delas era
morta pelo dono, as outras diziam:
            - Ah, esse é o destino dela, não o meu. Ninguém
pode me matar. Eu tenho um ser imortal dentro de mim.
Sou livre. Totalmente livre. Posso ir aonde quiser, por
que haveria de fugir?
              Os cães de guarda foram extintos e o dono das ove-
lhas pôde viver tranqüilo o resto de seus dias com suas
obedientes ovelhas.
________________________________________
Quando eu tinha uns 18 anos dava aulas de yoga na penitenciária do Carandiru em São Paulo. Era época da ditadura militar e dentre as minhas alunas havia duas presas por motivos políticos. Uma delas realmente se interessou por yoga e pela valiosa reflexão de mesmo estando presa na cadeia poderia estar livre no seu coração. A maior prisão pode ser a sua própria mente. Depois de um ano ou mais ela foi solta e veio me visitar na escola de yoga na rua Maranhão em São Paulo. Ela tinha em punho um livro do Alan Wats para me mostrar ... oque eu achava dele? O livro trazia aquele momento - anos 70 - de aproximação maior entre a visão da espiritualidade oriental e ocidental. Me  lembro bem daquela manhã de sol de agosto, foi muito forte e foi uma surpresa vê-la. Acho que se chamava Ângela, não lembro ao certo. Foi um encontro de poucas palavras e muita presença. Ela tinha uns olhos verdes e pequenos que aquele dia estavam livres mas ainda em uma espécie de medo de agora poder estar duplamente livre e de me perguntar na expressão: era isto mesmo ?
Então, não era estar  livre para poder caminhar nas ruas de São Paulo mas sim porque uma percepção diferente de liberdade maior e totalmente nova tinha saído junto com ela do Carandiru. Era como se, sem palavras, ela me perguntasse e com muita expressão no olhar aquilo que é mais profundo quando se diz sem palavras mas com a intensidade da própria existência:
 - Bem Sandro e agora, eu saberei existir nestas duas novas liberdades?


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Por Sandro Bosco às 07h17

10/10/2011

Você já descobriu por que pratica yoga?

 

 

Terra Arada

 Disse Jesus:

 O Reino se parece com um homem que possuía um

campo no qual estava oculto um tesouro e que ele de

nada sabia. Ao morrer, deixou o campo a seu filho, que

também não sabia de nada; tomou posse e vendeu o

campo – mas o comprador descobriu o tesouro ao arar

o campo.


 

Uma vez no final de um retiro uma aluna me contou que estava surpresa e feliz pois o motivo que a trouxe ao yoga há mais de um ano atrás não era mais o mesmo. Anteriormente ela admirava uma certa beleza nos praticantes de yoga que lhe parecia simplesmente exterior e que estava ligado à beleza física. Hoje esta visão estética que chamava seus olhos nos outros praticantes mais antigos, estava mais presente em si mesma e podia ver que era expressão da beleza interior que vive em cada um e em todos. A cada dia ela reconhecia este belo como algo supreendente e novo, como uma beleza imperecível além do tempo e do espaço.

A parábola acima me remete ao fato de que convivemos com esta beleza, este tesouro. Nós carregamos dentro de nós esta beleza mas nossos olhos nem sempre a reconhece, nem sempre nos damos conta de que o belo está tão perto. A prática do yoga vai arando o campo. Yoga é o auto-educar-se ao aprendizado e reconhecimento do belo em si e nos outros.

E você, já descobriu porque pratica yoga?


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Por Sandro Bosco às 07h53

05/09/2011

Yoga e o auto-esforço

 
 

Yoga e o auto-esforço

Um homem sábio fazia seu passeio pela praia como todos os dias, ao alvorecer, quando avistou ao longe uma criança caminhando levemente em sua direção. Ao chegar pertinho percebeu que ele estava apanhando estrelas do mar espalhadas pela areia, e devolvendo-as à água com cuidado.
Intrigado perguntou o sábio:
 - O que você está fazendo meu filho?
 - A maré está baixando rapidamente enquanto sobe o sol, respondeu o menino. Se eu não devolvê-las ao mar, morrerão.
O sábio sorriu:
 - Ah, menino, há muitos e muitos quilômetros de praias e milhares de estrelas do mar encalhadas na areia da maré baixa. Mesmo que você trabalhe muito só conseguirá salvar algumas dezenas delas o que não fará muita diferença.
O menino, inclinou-se mais uma vez pegou, outra estrela, e devolveu-a ao mar atirando-a bem longe além da arrebentação. E, feliz da vida respondeu:
 - Fiz diferença para mais essa.



Quando você pratica yogasanas – posturas – muitas vezes alguns pensamentos perigosos esmorecem seu esforço na permanência ou na continuidade na execução das posturas.

No entanto é com a mesma idéia do menino da parábola acima que você pode investir mais um minuto na permanência e mais uma postura, e mais uma postura; é assim que você faz a diferença na sua auto-disciplina e no crescimento do seu ‘poder da vontade’. Disciplina não é algo violento ou rígido é algo delicado e persistente que mobiliza a sua energia estagnada e fortalece a mente.


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Por Sandro Bosco às 14h18

20/04/2011

O Grande O silêncio atemoriza a maioria dos humanos

 
 

O Grande O silêncio atemoriza a maioria dos humanos

 

A Lu Ribeiro, antiga visitante e comentárista desta blogosfera do yogue deixou este comentário que eu trouxe para esta página junto com a minha resposta um pouco mais extensa do que os 1024 caracteres limites lá permitidos.


O momento presente é pobre e vazio  14/04/2011 09:13
Sandro, gosto muito quando você escreve sobre silenciar, cada um descobrir seu próprio caminho e viver o presente. Pra algumas pessoas isso significa comodismo. Tenho um amigo que acha que silenciar é se isolar, é ficar alienado. Acha também que deixar que cada um percorra seu próprio caminho é falta de responsabilidade. Bem,pra mim é fundamental descobrir meu próprio caminho e pra isso é preciso esvaziar, silenciar e viver o presente. Bom demais!!!! Abraço da Lu.  -  17/04/2011 13:23


Resposta:

Lu que bom que você tem um amigo com opiniões contrárias,"Viva as diferenças"! Quando uma pessoa não experimentou conscientemente ou voluntariamente o silencio interior o que ela tem são idéias do que é, mas você sabe que ter a idéia do que é uma manga não é o mesmo do que saboreá-la. É preciso saborear este estado de silêncio interior que está além da mente.

Nestes anos ensinando e aprendendo sobre yoga e meditação; vejo que muitas pessoas não vão além da mente por que algo lá dentro as atemoriza. E é comum que em estados mais profundos de meditação o 'Grande Silêncio' pode atemorizar a qualquer ser humano. É preciso despreendimento e maturidade para habitar com tranquilidade no vazio do silencio. Igualmente é preciso um profundo anseio pela 'Verdade' e pela 'Unidade' das coisas, para estar no presente desapegado dos pensamentos. Lembrando que estar desapegado dos pensamentos é abandonar a cada precioso momento o passado e todos os sentimentos e pensamentos que nos levam até ele, bem como abandonar todos os pensamentos e sentimentos que nos levam ao futuro.

Lembram-se da parábola do "Círculo Vermelho" da tradição Zen já contada aqui nesta blogosfera. Ela nos ilustra um aspecto sutil desta situação.

Vou resumir a parábola pois com um pouquinho de tempo você pode encontrá-la neste mesmo blog:

 -  Toda vez que o monge  meditava ele via uma aranha e não conseguia se livrar dela. Ao narrar o que ocorria e pedir ajuda ao seu mestre, este o aconselhou que pegasse um pincel com tinta vermelha e quando a aranha aparecesse novamente durante a meditação o monge fizesse um círculo vermelho em volta dela. Qual não foi a surpresa quando, ao acontecer de novo e ao voltar da meditação ele havia feito um círculo vermelho em sua própira barriga.

E então?

Bem o círculo na barriga dele demonstra que somos nós ( a mente e o inconsciente) que construimos nossos próprios algozes, temores e alucinações. A prática regular e progressiva do yoga e da meditação nos são de grande ajuda para eliminar estes samskaras - impressões passadas- clareando a mente até sua pureza total.

Lu, obrigado pelo seu comentário.Sandro


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Por Sandro Bosco às 09h24

06/04/2011

Não queira imitar ninguém: descubra o seu caminho

 
Identidades .. da tradição Zen ... conta-se que uma vez o monge pergunta  a Joshu, um dos grandes mestres chineses da dinastia Tang, do século VIII:
 - Mestre quem é Buda?
E Joshu:
 - E quem é você?

Esta parábolla revela que é comum o equívoco humano da busca no mundo exterior daquilo que se encontra no mundo interior.
O mestre Zen ensina: se você deseja buscar o Buda veja a sua própria natureza. Não projete-se  no outro projete-se no Si mesmo.
 Não siga exemplos, não imite ninguém, não busque a experiência do outro, não deseje ser o outro.  Seja você mesmo sem querer ser você mesmo.
Há em você uma identidade única que é você.
Diz-se que um monge Zen solicitou a Hui Neng que o instruísse no Zen e ele respondeu:
 - “Então mostre-me sua face original antes de ter nascido .”
Para conhecer o Buda não tente procurá-lo com a visão dos olhos tampouco ouvi-lo com seus ouvidos físicos ... 


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Por Sandro Bosco às 14h50

30/03/2011

José Alencar ... reflexão

 
 

José Alencar ... reflexão

 

O Encontro -

Conta-se que uma vez andava certo homem numa longa e solitária estrada quando viu, na direção contrária à sua, um vulto negro que se aproximava, e que se identificou como: A Morte.

Um manto escuro encobria-lhe completamente o corpo, e um grande capuz sombreava-lhe o rosto. Na mão direita, a lendária foice. Mas não se deixou o homem intimidar e continuou seu caminho.

Ao passarem um pelo outro, a Morte perguntou, em baixo e profundo tom.

 - Olá homem. Quantos anos você tem?

 - Cinquenta – respondeu ele. – Cinqüenta anos.

  - Não -  disse a morte, num enigmático sorriso. – Estes são os anos que você já não tem mais. Eu pergunto quantos você ainda tem?


 

A morte do ex governante José Alencar nas manchetes me lembra a parábola do encontro supremo com esta entidade suprema: a morte.

 Os comentários que li nos noticiários refletem o pensamento geral, ocidental e na maioria superficiais sobre este grande momento.

Por sua vez o otimista ex– vice presidente padecendo de famigerada doença, e combatendo-a com nobre entusiasmo pela vida e pelo ânimo de viver,  dizia que não tinha medo da morte.

Sri Maharish Patanjali o grande sábio yogue do século IIII a.C. diz que mesmo o mais sábio entre os sábios ainda assim é afligido pelo quinto klesha  ( um dentre os cinco maiores sofrimentos humanos e fonte dos demais ) :

 - abhineswar  - o apego a vida humana, o  apego ao corpo físico (que traz o mêdo na hora da morte)

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Por Sandro Bosco às 09h24

Sobre o autor

Sandro Bosco

Certificado internacional de Iyengar Yoga. Ensina e pratica yoga e meditação há mais de 40 anos, coordena a escola Yoga Dham. Neste blog compartilha regularmente todas estas experiências.

Histórico