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Espiritualidade
A meditação no sutil

 
 

A meditação no sutil

Ouvi uma pergunta do Mestre Zen:

'Como é que se escuta sem os ouvidos?'


 

                                                         foto - Carlois

E você: pode ouvir o barulho da água?




Sandro Bosco às 17h08
O meu e o seu.

 
 

O meu e o seu.

Eu falei "aquela é minha aluna" e aí refleti se era mesmo um fato? Talvez somente ela possa dizer 'ele é o meu professor'. As noções do 'meu' e do 'seu' acompanham as nossas refrências mentais e mundanas mais fortes e ilusórias e são a raiz do apego e do desejo - ragat - que traz tanto sofrimento. O sábio yogue do sul da India, Sri Ramana Maharish, raramente (ou nunca?) usava estes pronomes em sua fala. Quando a mente humana está livre deste limites está em um espaço de total liberdade interior. Uma pessoa assim é chamada no yoga de Jivanamukta - alma encarnada  liberta - que já alcançou o estado mais pleno de existência.   



Sandro Bosco às 09h36
Yoga - Prosperidade material e espiritual

 
 

Yoga - Prosperidade material e espiritual

 

Hoje é o fim da Festa das Luzes do ano novo do calendário hindu. Na festa das luzes honra-se a presença de Maha Lakshmi a deusa da abundância e da prosperidade material e espiritual. Os agricultores a honram nesta festa com sua colheita de grãos e vegetais, os comerciantes com dinheiro e com ordem nos seus livros de contabilidade, os devotos e sacerdotes com flores, luzes e velas.
É auspicioso honrar esta energia respeitando e agradecendo pelos bens materiais bem como pelas virtudes pessoais. Uma pessoa muito rica que não dá valor aos seus bens e riquezas gerando desperdício e desrespeito não está honrando a esta deusa, assim como o mendigo que não honra e agradece o alimento que obtém ou os seus mínimos pertences. Por isto ao honrar as bênçãos de Maha Lakshmi agradecemos tanto a riqueza material como espiritual uma vez que elas podem se sustentar mutuamente trazendo luz e entendimento à vida tanto na escassez como na abundância.
Em um dos versos do canto em louvor a deusa Lakshmi é dito:
"Sem princípio nem fim, ó deusa, energia primordial, grande mestra nascida do yoga, Mahalakshmi, obediência a Você"


 



Sandro Bosco às 13h46
Yoga e a postura da tartaruga

 
 

Yoga e a postura da tartaruga

                                                                            foto Roberto Setton

KURMASANA -

A postura da tartaruga nos traz literalmente para dentro. Assim como uma tartaruga de verdade a postura  restringe nosso campo de percepção através dos órgãos do sentidos, que ficam limitados a pouca movimentação que a posição permite.
Os simbolismos acompanham os yogasanas – posturas de yoga -  nos remetendo a interpretações do vários significados que possam surgir em uma visão mais ampla e investigativa. Assim como a tartaruga representa a condição de pratyahara que é quando o praticante de yoga volta os seus sentidos para dentro tal qual a tartaruga que recolhe-se em si mesma, também representa em algumas culturas a longevidade. Este animal nos passa a rigidez e dureza do corpo e de seus movimentos e quando nos sentimos ou estamos assim é quando estamos com os músculos enrijecidos. Este enrijecimento do corpo físico vem tanto da falta de movimentos bem quanto do excesso de tensão que decorre dos medos de enfrentar, de reagir, de entregar-se e de existir na vida em sua plenitude.
Também lembrando dos seus passos lentos e firmes podemos refletir o quanto podemos pisar firme e seguros quando não estamos em um ritmo desenfreado  e assim viver e fazer uma coisa de cada vez que é em última instância o princípio da concentração.


 



Sandro Bosco às 16h37
Fantasma existe?

 
 

Fantasma existe?

Existe uma tendência de ver no outro a razão pelo que acontece com você. Existe uma fraqueza  de achar que eu sou assim por causa de algo que está além de mim.
Existem personagens internos nos humanos que vitimizam a si próprio.
São pensamentos ruidosos que roubam a sua força.
A medida que você pratica yoga e meditação com regularidade e sinceridade deve (e tem que) ficar mais fácil reconhecer estas sorrateiras vítimas que seguem você como fantasmas. Estes são os verdadeiros fantasmas!
O mantra do fantasma é : - “A culpa pelo o que se passa de ruim comigo é do outro.”
Assumir a responsabilidade por si mesmo é um caminho de luz.
Isto leva  você a encontrar chaitanya prakash.
A luz da consciência pura.
A luz da  consciência que traz o discernimento vivo e afiado como uma espada de samurai, que mata os fantasmas internos. Espada que decapita as vítimas sombrias escondidas por detrás dos seus pensamentos.
O mantra do samurai interno é: - "Eu sou luz, eu sou consciência, eu sou responsável pelo que acontece comigo, pelo que aconteceu comigo, pelo que acontecerá comigo."
Não há engano sobre isto!




Sandro Bosco às 18h25
Muita luz na sua passagem!

 
 

Hoje faleceu um dos primeiros professores de yoga da cidade de São Paulo, o prof. Shimada. Ele tinha 80 anos e dirigia sua escola na rua da Consolação desde 1958.
Que as bençãos da luz divina o assista e o proteja nesta passagem.
Namastê




Sandro Bosco às 17h47
O que é a meditação?

 
 

O que é a meditação?

Contentamento: fundamental no yoga  02/09/2009 18:05
COMENTÁRIO DO POST DE 02 DE FEVEREIRO

Oi Sandro, Toda vez que eu acordo eu sinto exatamente como você descreveu no post e depois de um tempo os pensamentos invadem e essa sensação suave de tranquilidade plena passa. O objetivo da meditação é justamente atingir essa sensação, mas de maneira consciente? Abraços
Elias |  02/09/2009 21:40


Elias demorei para responder seu comentário pois queria publicá-lo. Sua pergunta sobre o objetivo da meditação é interessante, é rica porque vem da sua experiência.
Algumas pessoas meditam porque a saúde melhora, pois a prática, por exemplo, reduz os sintomas negativos do estresse, melhora a pressão arterial alta e outros benefícios também ocorrem. Contudo mais cedo ou mais tarde se você persevera, a meditação traz algumas percepções de um universo que podemos chamar de espiritual. Por que espiritual? Espiritual porque está além da compreensão mental do mundo das pessoas e da natureza que nos cerca. Esta além das religiões porque independe se você é adepto de alguma religião ou se você é ateu. É a descoberta e vivência em um universo interno que pode e deve ser traduzido em palavras mas nem sempre traduz a experiência vivida na meditação mas ao menos nos aproxima do entendimento e constatação deste mundo interior. A verdadeira meta da meditação portanto é conhecer nossa verdadeira natureza, nosso ser interior, que é a nossa própria consciência. No yoga chamamos deste Ser interior de atma ou “o testemunho”, que como você descreve, é aquele que pode perceber o estado sem pensamentos, por exemplo, quando você acorda e testemunhar o que está ocorrendo dentro e fora de você e que não é o pensamento. Obrigado pelo seu comentário.


 

 

 



Sandro Bosco às 15h53
Contentamento: fundamental no yoga

 
 

Santosha - contentamento
Uma qualidade importante para a prática de yoga.

Cultiva-lo é importante.
Não está disponível sem esforço.
Está disponível sem esforço.

O esforço para continuar sempre,  pode ser encontrado no contentamento.
O esforço nutre o contentamento.
O contentamento nutre o esforço.
 
O esforço sobre si mesmo pode (deve) tocar com suavidade a parte mais interna do centro do coração e acorda-lo diariamente.
Mantê-lo acesso nos momentos difíceis e nos fáceis. O contentamento que mostra um doce e pequeno sorriso dos cantos dos lábios.
O esforço do contentamento em forma de gratidão pela vida.


Dois sábios yogis

Sri Maharish Patanjali o grande sábio indiano (260 a. C.), em seu indispensável livro Yoga Sutras, inclui em seus ensinamentos a importância do contentamento – santosha -. Talvez decálogos estivessem na moda naquela época e  ele o inclui nos seus dez niyamas e yamas - disciplinas internas e externas - .

Um sábio yogi de Maharashtra na India ensina “Que o contentamento pode destruir o ego”.
Que ego estamos falando?
Aquele que o faz sentir pequeno e miserável, aquele que dá a falsa noção de si, aquele que o afasta do amor pelos outros e que obscurece o sentimento de unidade e entrega.


Ego

O ego em sânscrito chama-se ahamkara, que significa aquele que divide, que separa e o afasta do que antes era uno, era pleno.


A sua experiência
Lembre-se de um momento que você estava dormindo e ao acordar devagarzinho sentiu que vinha de um lugar interno ou estava em um estado onde se sentia inteiro. Talvez pleno, sem desejos, se sentindo completo. Isto ocorreu por quanto tempo (?) antes de seus pensamentos entrarem naquele espaço. Num estado assim você estava ainda sem o domínio do ego.
Você já sentiu isto?

Você já se sentiu assim?
Foi bom?


 

Experiência de hoje cedo ..
.... quando eu estava na prática de dhyana, meditação, percebi como a mente estava cheia de pensamentos movimentados. Parecia um canal de TV de vendas e me oferecia mais do que eu pudesse consumir. Entrei no mantra que me leva ao vazio e o repeti com a respiração. Percebi que internamente minha consciência começou a se expandir neste estado vazio. Neste lugar havia silêncio. Pedi, sem palavras, abrigo e proteção neste local vazio e silencioso. Em outro espaço, como que lá fora, a tempestade ruidosa de pensamentos parecia continuar, com seus raios e trovões e eu me distanciava suave e continuamente dela. Sentido-me mais e mais protegido e abrigado neste vazio silencioso e restaurador das energias.


 



Sandro Bosco às 18h05
Oque é ser verdadeiro?

 
 

Um mestre zen tinha centenas de seguidores.
Duas vezes por dia eles tinham seu encontro no mosteiro onde viviam e praticavam a meditação, exceto um deles não comparecia pois estava frequentemten bêbado.
O tempo passava e o mestre envelhecia e com isto as confabulações corriam entre os monges: Quem seria o sucessor? Como é comum em mosteiros orientais, um seria o escolhido.
Para surpresa geral as vésperas de sua morte ele convocou o bêbado e o elegeu passando ocultamente as diretrizes da sua linhagem e tradição. Os desapontamentos viraram revolta pois reclamavam do mestre não reconhecer as qualidades daqueles que dedicaram toda a sua vida a ele.
O motim crescia  ao ponto de logo antes da sua morte o mestre convocou a todos e esclareceu:
 - Eu precisava passar o bastão e  comando a alguém que eu conhecesse bem. Os diversos monges me mostraram todo este tempo as sua virtudes e e me esconderam seus vício e defeitos. As virtudes as vezes escondem vaidades, orgulho e intolerância, como era o que ocorria naquele momento entre todos!
Por isto escolhi este discípulo que realmente conheço bem, já que posso ver seu principal defeito: a bebedeira!


 

Esta história recorrente em outras tradições orientais traz algumas boas questões:
 - O que é pureza?
 -Quem são os verdadeiros puros de coração?
 - O que é sinceridade?
 - O que é autenticidade?

 


É dificil crescer sem reconhecer seus próprios erros. É difícil para o ego recohecer o erro. Mas o yoga fala da transformação do ego (inferior). Esconder seus defeitos é como nutrir o seu póprio ego.



Conta-se de um outro  mestre que antes de dar iniciação a um “buscador da verdade” dava-lhe antes um pileque, pois assim conheceria suas fraquezas e seu inconsciente e sabia então, as claras, realmente com quem estava lidando.


 



Sandro Bosco às 17h48
O corpo é o instrumento.

 
 

O corpo é o instrumento

Ontem tive a honra de ganhar da Maristela, minha aluna, um lindo livro do Budismo Tibetano “Os Cem Conselhos”   de Padampa Sangyé,  comentado pelo lama Dilgo Khyntsé - editora Lótus do Saber – .

Na capa há uma linda foto deste precioso mestre de olhar profundo, doce e intrigante, Lama Dilgo.
Escolhi um sutra que o Sr. Dilgo cita em seu comentário e  que para nós praticantes de yogasanas - posturas -  traz muita luz e uma rica reflexão a uma questão recorrente. 


“O corpo é o barco que nos conduzirá às praias da libertação (moksha);
O corpo é uma pedra amarrada ao nosso pescoço para que afundemos nos abismos do samsara (o ciclo de nascimento e morte):
O corpo está a serviço tanto do vício quanto da virtude.”




Sandro Bosco às 16h25
A densa floresta de pensamentos.

 
 

A densa floresta de pensamentos.

Quando você senta para praticar meditação você pode seguir o movimento da respiração. No começo ele poderá estar agitado, mas é assim mesmo, insista em somente observá-lo. Você pode criar um cenário onde os pensamentos formam uma floresta densa. Cada pensamento é um arbusto uma árvore e é possível e natural que logo você esteja perdido neste emaranhado. O praticante de yoga pode então ter o movimento natural e espontâneo da respiração como um “guia” nesta floresta de pensamentos. Vá seguindo este guia, não se distraia para não perde-lo de vista, ele está a sua frente e você atrás dele, acompanhe-o atentamente, a sua função não é apressa-lo, deixe o guia – a respiração -  no seu passo natural, ele vai andar, aos poucos, mais devagar, mantenha a distância exata para que o guia não se distancie de você. Por fim, com este sábio guia, você atravessará esta densa e variada floresta de pensamentos e chegará em um espaço de calma e luz, um espaço de pura consciência e silencio.



Sandro Bosco às 08h58
A sutileza do Caminho.

 
 

A sutileza do Caminho.

 

"Difícil de atravessar como o fio de uma navalha. Difícil é o caminho, dizem os sábios".

Katha Upanishad



Sandro Bosco às 19h29
Não tenho nome e nem forma.

 
 

Não tenho nome e nem forma.

Criatividade

Sempre reflito como criatividade é algo infinito. Se infinito é exemplo para Deus, criatividade é divina. Vejo e me maravilho com ela toda hora, no marketing, nas ciências, na propaganda, nas artes, no convívio humano e hoje tive esta experiência na minha meditação matinal. Acordo cedo, antes da cidade, para poder usufruir do mínimo de ruídos, mesmo os dos pássaros.
É muito bom!



Uma experiência de meditação

Hoje estava, no início, observando as flutuações da mente, um pensamento aqui,  outro ali, quando decidi entrar naquele estado de alerta pleno e  esperar atentamente pelo próximo pensamento. Vez por outra utilizo deste recurso e funciona bem. É interessante como o pensamento entra sorrateiramente por associação (parece uma serpente) com alguma sensação no corpo, uma lembrança ou dando nome há um ruído, mesmo que seja da minha própria respiração e aí pronto: cresce num contínuo e vem a dispersão. 


Avancei na técnica

Mas como o estado que criei era de esperá-lo antes que ele chegasse resolvi prestar atenção dando ainda um “up-grade” em perceber se ele  - pensamento - entrava ou iniciava no momento da saída do ar, da entrada ou da parada natural do movimento do prana –respiração -, o famoso intervalo entre dua respirações. Foi fatal, entrei em profundo silêncio na mente inclusive permanecendo a noção da identidade interna sem nome e sem forma. Eu podia me observar com total clareza de mim mesmo e saber o que eu era, mas sem movimentos da mente, sem pensamentos, sem rotulação. Mais tarde dirigindo para o Yoga Dham, minha escola em São Paulo, é que me ocorreu de que mesmo na meditação diária podemos renovar algo, ser criativos, acolhendo um insight e fazendo algo que eu nunca tinha feito.


 

ESTÚDIO YOGA LEVA PARA BAURU

    WORKSHOP MEDITAÇÃO com SANDRO BOSCO.

     "DE ONDE VEM OS SEUS PENSAMENTOS?"

DIA 8 DE AGOSTO.

Local: Av. Nações Unidas 21-81 ( hotel Vitoria Régia)

BAURU /SP.

 INFORMAÇÕES: 14 -9735-5518 OU

giovanaprado.yoga@hotmail.com



Sandro Bosco às 13h44
Meditei bastante!

 
 

Meditei bastante!

SUKHASANA - significa postura fácil


Olá queridos visitantes do Blog do Yogue

Acabei de fazer hora extra desta postura da foto acima, na práitca da meditação. Segui a recomendação dos sábios da India e passei 07 dias fora de São Paulo, em um retiro onde o foco era meditação apoiado pela  prática do mouna (silencio), dos mantras e dos yogasanas (posturas).  Conviver comigo mesmo em silencio, reconhecendo o espaço entre os pensamentos, entre duas respirações, entre os níveis de consciência, apoiado pelos ensinamentos yogues é algo que demanda coragem e despojamento. Valeu a pena!




Sandro Bosco às 18h10
Feliz Aniversário Gurumayi Chidvilasananda

 
 

Feliz Aniversário Gurumayi Chidvilasananda

 

Hoje no aniversário desta Yogue iluminada quero presentear os visitantes desta blogosfera com este techo do livro dela.


"Isto é sadhana (caminho espiritual). Muitas vezes nos é dado muitos ensinamentos, mas quando não há yoga da sabedoria com os ensinamentos, nós não sabemos como entende-los. Da mesma maneira, não importa quantas coisas nos sejam  apresentadas na nossa vida, se nós não tivermos entendimento interior, se nós não tivermos reconhecimento interior, nós não sabemos oque fazer com eles.”

Gurumayi do livro “ Acenda a chama do meu coração”


 

 



Sandro Bosco às 07h22