Blog do Yogue

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Sobre o blog

A idéia deste meu blog é trazer o mundo do yoga e da meditação mais perto do seu cotidiano.

Adoro responder e investigar sobre este assunto, pois é uma forma preciosa de conhecer mais este universo.

Este nome “blog do yogue” é porque vamos aproveitar a sabedoria de muitos e muitos yogues do passado e do presente para rechear e iluminar o nosso dia a dia. Yogue para quem não sabe é um sábio. E mais propriamente é aquele que chegou lá! Chegar lá no yoga é uma das muitas coisas a se saber...

03/08/2012

India, onde tudo começou

 
 

 


Por do sol em Kerala no sul da Índia



Tudo que se fala, se ouve e se escreve de yoga teve um início ... India. Se você vai  a passeio é um experiência forte, se você vai porque já pratica e estuda yoga e meditação e por isto já tem uma afinidade maior é quando a experiência pode torna-se além de forte, profunda!

Hoje sinto que a Índia não é um país para se viajar como tantos outros, por milênios ela foi e ainda é o berço de muita sabedoria. Cada local reserva uma experiência de vida.
Durante milênios incontáveis sábios yogues lá nasceram e morreram deixando em seu solo jóias de sabedoria e amor impressos na sua cultura.
Vamos fazer uma viagem diferente, em um ritmo calmo para que possamos abrir o coração para conhecer e sentir cada local, cada parada.
Praticaremos yoga em cada local como um alimento à energia do nosso corpo, abrindo nossa mente e nossa alma para absorver a riqueza da ancestralidade indiana.
Desta vez escolhemos o sul da India, berço da antiga medicina ayurvédica e de uma tradição de incontáveis santos yogues.



Jornada pelo sul da Índia - Yoga e Meditação
com Sandro Bosco em janeiro 201
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informações pelo email: viagens@yogadham.com.br

 

 

Por Sandro Bosco às 17h47

17/12/2010

A sabedoria dos antepassados

 
 

A sabedoria dos antepassados

No ultimo fim de semana assisti em casa o filme, ‘Desafio no Ártico’ - The snow walker. Um avião cai no Ártico e os dois tripulantes formam um bom par. O piloto um jovem arrogante e irritado e totalmente inapto a sobreviver naquele lugar desolado e a mulher uma índia da região, uma pessoa silenciosa e focada e totalmente apta a sobreviver naquele meio ambiente hostil. O que me chamou a atenção nos personagens é como ela, tinha a paciência desenvolvida e a esperteza treinada pela  necessidade de sobrevivência com recursos hiper naturais e simples, voltados à pesca,  à caça, aos remédios extraídos de um local inóspito com pouquíssimos recursos naturais. Há uma cena que demora todo um dia, onde ela passa deitada na relva observando uma toca, a espreita, para caçar um pequeno preá que só aparece no fim do dia e que ela caça para alimento, enquanto ela permanece naquela postura como em uma permanência em um yogasana, totalmente imóvel, o jovem se movimenta inquietamente por todo o dia. Aquele estado dela tem a qualidade do exercício da mais pura concentração e quietude interior.

Toda a sabedoria dela vinha de seus antepassados que aprenderam a sobreviver ali e a passaram aos filhos e netos. É impossível não honrar a sabedoria dos que vieram antes quando tudo que se tem para saber de essencial, como comer e como morar vem dos ensinamentos dos ancestrais. Assim também, no yoga é importante honrar que o que temos hoje não foi inventado ontem, e vem do esforço e compaixão de incontáveis sábios yogues que perpetuaram estas técnicas e ensinamentos até os dias de hoje.

Por Sandro Bosco às 21h13

02/10/2010

India - fascínio pelos mestres

 
 

India - fascínio pelos mestres

Ontem estreou no Brasil o filme  ‘Comer, rezar, amar’. Nele a escritora do livro de mesmo nome relata sua experiência em três países incluindo a Índia. Há um trecho do livro que destaquei neste post, abaixo, onde ela fala da referência que a Índia exerce nas pessoas na busca de conhecer o ‘Si mesmo’ através do encontro com um mestre ou guru que possa mostrar o caminho da Yoga e da meditação. A autora lembra que este  fascínio pelos mestres indianos é tão antigo como a nossa humanidade.
“No século I d.C. , Apolônio de Tirana outro embaixador grego, escreveu sobre sua viagem a Índia: “Vi brâmanes indianos vivendo sobre a terra e ao mesmo tempo fora dela, e fortificados sem fortificações, e sem nada possuir, mas ainda assim donos das riquezas de todos os homens'. O próprio Gandhi sempre quis estudar com um Guru mas, para seu pesar, nunca teve tempo ou oportunidade para encontrar um. ‘Acho que há muita verdade’ escreveu ele, ‘ na doutrina segundo a qual o verdadeiro conhecimento é impossível sem um Guru’.”  - (Comer, rezar, amar – E.Gilbert – editora Objetiva)

Por Sandro Bosco às 12h44

02/05/2010

Buda e o sermão da flor

 
 

 

O Sermão da Flor  -
Conta-se que Buda, convidado a falar diante de um grande número de discípulos, pôs-se diante deles, e então exibiu-lhes uma flor, sem pronunciar uma única palavra. E este foi o seu sermão.


Ontem estive no Templo Zulai.  É um local que tem espaços muito especiais. O templo, os jardins, a sala de meditação. Por várias vezes me senti na Índia ou na China. Quando estive na  China em Beijin em 88, procurei muito um restaurante vegetariano e não foi fácil encontrar,  talvez estivesse mal ciceroneado mas a  comida vegetariana do Templo Zulai é muito boa e num estilo diferente comparando com a que eu experimentei lá.


 

Este portal me lembrou um templo budista milenar que estive em Beiji onde o local e o templo eram lindos. 


Aqui, no templo de São Paulo,  tem uma enorme imagem do Sr.Buda, tive uma experiência devocional interessante de meditação e ao sair,  aquela  sensação boa me remeteu a lembrança que tive naquele templo na China. Foi o fato de como as austeridades de um verdadeiro yogue como o Sr.Buda reverberam no universo e ajudam a construir e sustentar o sadhana  - caminho espiritual – de tantas pessoas na história do mundo e até hoje.


Nos jardins do lago das tartarugas tem um banco perto de uma bica d'água que é gostoso de sentar e meditar e aí minha amiga clicou mais esta.


"A escuridão dentro da escuridão. O portão de entrada para todo o entendimento"  - Lao Tzu - antigo sábio Chinês


Esta sala acima não entrei, mas do arzinho que saia lá de dentro pela porta já dava vontade de praticar meditação.


Os textos e fotos deste blog são reservados aos direitos de publicação dos fotógrafos e do autor, Sandro Malburg Bosco, e não devem ser copiados ou reproduzidos sem autorização

Por Sandro Bosco às 17h24

10/01/2010

De volta a este querido blog!

 
 

De volta a este querido blog!

Olá visitantes desta blogosfera estou de volta! Como boa parte dos brasileiros e paulistanos estive viajando só que meditando e flutuando entre montanhas, rios e cachoeiras  sem computador, sem internet, mas com boas práticas de yoga em locais incriveis!

Amanhã começamos com as aulas no Yoga Dham.

Seja bem vindo!


 

Eu mesmo flutuando no rio Jacarepepira nos ultimos dias de dezembro no meio de um rafting incrível!

Por Sandro Bosco às 21h35

03/01/2010

O nordeste pede professores de yoga.

 
 

O nordeste pede professores de yoga.

Atenção visitantes desta blogosfera, a Paula de Almoeda Rodrigues JPA, na Paraíba, deixou um comentário aqui outro dia pedindo que eu fizesse um apelo para que mais professores(as) de Yoga se instalem no nordeste brasileiro pois segundo ela há uma carência enorme de professores(as) de yoga e ela acrescenta, que, os que já  fizeram esta opção de vida estão com muito

trabalho nas terras nordestinas brasileiras.


 

Para inspirar os que possam se interessar na chamada da Paula, segue uma foto de 2009 do yogin que vos tecla meditando na sombra em areias baianas.


Por Sandro Bosco às 18h52

28/09/2009

Ecos do retiro: silenciando a mente ...

 
 Sandro,
Adorei ter ido ao retiro!
Tive várias experiencias inesperadas justamente porque a mente e o corpo estavam em silêncio.
Ao fazer uma caminhada sozinha pelo bosque vi dois esquilos numa árvore e fui me aproximando devagar e fiquei observando-os; para minha surpresa, eles não fugiram. Senti que eles não se sentiram ameaçados e foi uma sensação ótima de estar tão conectada com a natureza.
Durante a última meditação vislumbrei Lorde Ganesha e a luz ficou mais intensa e mergulhei na luz!
Voltei com um sentimento de caminho livre, sem obstáculos!
Obrigada mais uma vez!
Namastê,
Eliana Abdo.

RETIRO - Prática de yogasanas.


 

 RETIRO - Prática de yogasanas.


Por Sandro Bosco às 21h54

24/09/2009

Yoga - gostinho de unidade

 
Somos um ser social também na prática de yoga. Muito se aprende praticando yogasanas em grupo. Aprende-se a poder olhar a outra pessoa na postura e corrigir-se sem sentir-se melhor ou pior sem compara-se e este é um grande aprendizado. Aprende-se a perceber que aquela postura que você tem dificuldade o outro tem facilidade e vice-versa e este é um aspecto bem didático da prática em grupo, no entanto, ainda entre todos, é um aspecto bem externo. Por mais que o mundo ocidental encare yoga como exercício físico, yoga não é exercício físico. A postura é no final das contas um instrumento para interiorizar-se e perceber a unidade onde existe dualidade. A dualidade mais tangível e inicial que se percebe pela prática do yoga está entre a mente e o corpo e iesta percepção se dá pela expansão da consciência. Esta expansão tem o gosto da unidade. No final de uma aula você deve sentir este gostinho. A mente, o corpo e o coração: uma coisa só.
Amanhã no retiro teremos além das práticas em grupo a conivência sadia de 02 dias, uma oferenda profunda da mente e do corpo à unidade do yoga.


Saiba mais sobre o retiro deste fim de semana a 30 minutos de São Paulo: http://tinyurl.com/nh732b

Fotos, perguntas mais frequentes, programações ...


Praticar em grupo  - aprender a não se comparar,  não sentir-se melhor nem pior. Abandonar este tipo de dualidade da mente leva à experiência interior do yoga.


Por Sandro Bosco às 22h35

22/09/2009

Meditação e Yoga para silenciar o corpo

 
 

Meditação e Yoga para silenciar o corpo

Em restaurantes e locais públicos observo como algumas pessoas estão com aparência calma na parte do corpo que está visível acima da linha da mesa e abaixo tem uma perna movimentando sem parar... ansiedade. A mente que está agitada reflete em alguma parte do corpo.
Quando você através de alguns yogasanas – posturas – experimenta e aprende  a parar os pequenos movimentos, aqueles cacoetes do corpo, você vai silenciando a mente . O corpo inquieto é como uma boca que não para de tagarelar,  gasta energia a toa. Estar em um retiro permite que isto ocorra de forma muito natural e intensa. O silencio do corpo e da mente  vem com a  entrega deste presente que você escolheu para si mesmo para o fim de semana.


Saiba mais sobre o retiro deste fim de semana: http://tinyurl.com/nh732b


 


Por Sandro Bosco às 14h00

09/09/2009

India: solidariedade sem discriminação

 

Quero saber quando esta novela na TV da Índia vai acabar? Deve ter muita informação sem pé nem cabeça sobre a India.
Por ser professor de Yoga e já ter ido várias vezes a Índia volta e meia sou questionado das coisas mais estranhas sobre seus usos e costumes.
Hoje li este trecho do escritor uruguaio que pelo que percebi serve para os conhecedores da Índia confundidos   pela novela.
Mostra um aspecto humano daquela cultura.

 


 Image: Mumbai train.

 


“Os trens de Bombaim, que transportam seis milhões de passageiros por dia, violam as leis da física: neles entram muito mais passageiros que os passageiros que neles cabem. Suketu Mehta, que sabe dessas viagens impossíveis, conta que depois que parte cada trem lotadíssimo, há gente que o persegue correndo. Quem perde o trem perde o emprego,
E então, dos vagões brotam braços, braços, braços que saem pelas janelas ou pendem dos tetos, e ajudam os relegados a subir. Esses braços do trem não perguntam ao que chega correndo se é estrangeiro ou nascido aqui, nem perguntam que língua fala, nem se acredita em Brahma ou em Alá, em Buda ou em Jesus, nem perguntam a que casta pertence, ou se é de casta maldita, ou de casta alguma.”  Eduardo Galeano – Espelhos -

 

 

 

 

Por Sandro Bosco às 17h42

08/06/2009

Yoga, meditação e natureza

 
 

Yoga, meditação e natureza

Depois de uma semana sem dar aulas fiquei em plena natureza aproveitando para intensificar minha prática e estudos de yoga e meditação.
Regularmente me lembro da importância que vários yogues contemporâneos dão aos resultados advindos de estar pelo menos uma hora por dia sozinho em silencio praticando yoga ou alguma tarefa que permita uma auto-reflexão e contemplação, ou pode ser: escrever, ler, criar. Os sábios também recomendam uma semana inteira de isolamento a cada três meses. Das duas a segunda tem sido mais difícil, mas sei que os frutos são compensadores. Este perídodo mais longo me dá sempre uma reavaliação natural daquilo que considero necessário nesta vida, antes e depois desta espécie de retiro. Re-descubro que yoga, meditação e natureza são ingredientes necessários de uma receita saborosa e proveitosa.


 

Por Sandro Bosco às 17h58

28/08/2008

Yoga em Família!

Yoga em Família!

 

 

Aguardo vocês !!!!!!!

Crianças não pagam!

Mais informações pelo http://www.yogadham.com.br

 

Por Sandro Bosco às 12h19

07/07/2008

Não alimentar expectativas.

Não alimentar expectativas.

 

Este foi um dos ensinamentos que Arun mais trocou comigo nas nossas muitas conversas nestes quatro últimos dias.
Este fim de semana passamos em São Paulo no Yoga Dham com Arunji de Bangalore Índia onde ele tem o seu próprio studio de yoga. Ele é discípulo direto de B.K.S.Iyengar e ensina desde 1974 sobre a orientação do seu guru, mundialmente conhecido. 
Incluo neste post de hoje  alguns depoimentos das muitas pessoas que estiveram neste grupo e com as quais compartilho da mesmo sentimento.

Querido Sandro e Arun
Amei a simplicidade, a humildade e a forma amorosa como o prof. Arun nos passa seus conhecimentos.
Nos ensina a sair dos padrões e entrar em nossa prática de maneira sincera e suave!
Tudo de OM, Renata Ventura

 

 

Sandro e Arun
Obrigada por esta oportunidade.
Arun enriquece nossa vivência no yoga com as histórias que conta, com a forma seqüencial e tão variada dos asanas, as ações precisas com suavidade e doçura no olhar.
A sugestão para quebrar nossos hábitos é de grande necessidade para experimentarmos novo, sair dos padrões.
Sou muito grata por vivenciar novas possibilidades.
Namaskar: Prema-Fernanda

 

 

Arun demonstrando Akarna Dhanurasana

 


Thank you Arunji

Por Sandro Bosco às 17h53

20/06/2008

O Japão nos presenteou com o Zen ... obrigado

O Japão nos presenteou com o Zen ... obrigado

 

 

Um ótimo programa de fim de semana são as comemorações em São Paulo dos 100 anos da imigração japonesa com exposições e eventos e isto me remete as minhas viagens ao Japão. A segunda vez que fui naquele país precioso pude me deliciar com as maravilhas dos templos de Kyoto e da cultura e arte Zen.
Sou apaixonado pelo Zen. Para mim a prática de yoga deve ser um caminho ao estado sem palavras e sem a mente, que me conecte com o que está por detrás das palavras e por detrás dos pensamentos, que é a essência Zen.
O termo japonês Zen (em chinês Ch'an) é a forma abreviada de Zenna, derivado do chinês Ch'an-na, que por sua vez vem de Dhyana  (meditação em sânscrito).  Isto se deu pelo caminho do Budismo da Índia (uma vez que Buda nasceu lá) à China e finalmente ao Japão.
Como definiu um autor :  “O Zen não possui qualquer doutrina ou filosofia especiais, dogmas ou credos formais e afirma que essa liberdade perante todas as formas fixas de crença torna-o verdadeiramente espiritual.
Os Koans eram cuidadosamente preparados para fazer os discípulos se aperceberem das limitações da lógica e do raciocínio, parar o processo do pensamento e prepará-lo para a experiência da verdadeira realidade não-verbal”.
Quando o mestre indiano de yoga, B.K.S. Iyengar foi ao Japão, foi convidado a dar aulas para monges  Zen e após a aula eles agradeceram dizendo que todo o trabalho da consciência no corpo gerando alinhamento nos exercícios era o mais puro Zen.

Megulhem neste Koan ...


Um monge, buscando instrução, disse a Bodhidarma: “ Minha mente não tem paz. Por favor, pacifique a minha mente".
“Traga sua mente, perante mim”, respondeu Bodhidarma,”e eu a pacificarei”
“Mas quando busco minha própria mente não posso encontrá-la”, respondeu o monge.
“Pronto!”, retrucou Bodhidarma, “Pacifiquei a sua mente!”

Por Sandro Bosco às 14h48

16/05/2008

Samsara

Samsara

 

Um programa bom e barato par este fim de semana é assistir o filme - em DVD nas locadoras – Samsara. Este filme já esteve no circuito mais cult da cidade há anos atrás. A história foi rodada num deslumbrante cenário nas montanhas do oriente tibetano e narra um dos grandes conflitos e dilemas das culturas indianas. "Preciso abandonar tudo para me tornar um yogue ? "

Não !!! (eu respondo)

A dificuldade não é desapegar das riquezas, bens materiais ou renunciar aos prazeres do mundo. O "X" da questão é desapegar dos pensamentos repetitivos e dos nossos padrões de comportamento destrutivos e estes estão lá dentro. Por isto o grande remédio é: pratique yoga e desapegue dos desapegos e os obstáculos internos serão vencidos.

Convide seu amigo(a) praticante de yoga e viaje ...

 

 

Por Sandro Bosco às 17h09

Sobre o autor

Sandro Bosco

Certificado internacional de Iyengar Yoga. Ensina e pratica yoga e meditação há mais de 40 anos, coordena a escola Yoga Dham. Neste blog compartilha regularmente todas estas experiências.

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